Candidato asfixiado
As dimensões do campo de futebol de Aljezur não são por aí além, mas para o Castromarinense o recinto pareceu ainda mais pequeno: deu sempre a ideia de faltar espaço à turma raiana, asfixiada e sem soluções para responder à bravura dos homens da casa, que, com generosas doses de coragem e entrega, compensaram o défice de qualidade técnica em relação ao adversário.
Só Cláudio conseguiu, muito esporadicamente, dar um ar da sua graça, numa equipa que pareceu presa numa camisa de forças – sempre que um pormenor de ordem técnica permitia ganhar um lance a um adversário logo surgia outro homem do Aljezurense no caminho.
Ainda assim, na primeira parte as melhores oportunidades pertenceram ao Castromarinense, com saliência para um remate de Cláudio, que encontrou o poste na sua rota, aos 42 minutos.
O segundo tempo começou com o golo de Jorge, num pontapé de longe, e aumentaram as dificuldades da turma forasteira, obrigada a correr atrás do resultado. A sofreguidão foi má conselheira e muitos lances perderam-se por precipitação motivada pela vontade de querer fazer tudo muito depressa.
Flávio, num livre directo, empatou e reacendeu o jogo. Por momentos o Castromarinense deu a ideia de estar em condições de chegar à vitória, mas seria o Aljezurense a adiantar-se, num desvio de Costa, após livre. Em lance idêntico, e já ao cair do pano, Dário fechou as contas.
Ficaram dúvidas num lance em que Cláudio terá sido derrubado na área do Aljezurense (33 minutos) e Marco agrediu Barriga, a pontapé, nas compensações, mas o árbitro e os auxiliares não viram.
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