Capitães comandam o FC Porto a nova vitória na Liga
Paços de Ferreira estava a ser missão espinhosa, até Pepe marcar de cabeça.
Os capitães de março. Depois de espantarem a Europa com exibições fantásticas em Turim, Pepe e Sérgio Oliveira puxaram dos galões e resolveram, em dois minutos, uma missão espinhosa no regresso ao campeonato.
Conceição gostou tanto do que viu na Champions, que, apesar da longa e dura batalha europeia, manteve o onze. A questão óbvia que salta à vista é que o Paços de Ferreira, belíssima surpresa da Liga, não é a Juve. Obrigado a tomar conta da bola e do jogo, e ao mesmo tempo sem perder de vista as transições dos castores, o FC Porto sentiu grandes dificuldades.
O intervalo chegou com um nulo que não deixa ninguém ao engano. Foram 0 (zero!) remates à baliza registados em mais de 45 minutos jogados. Apenas um par de bolas paradas a lançar o alerta numa defesa exemplarmente liderada por Maracás: Taremi cabeceou por cima aos 6’ e Pepe chutou ao lado aos 42’.
Do descanso, o FC Porto veio diferente. Soltou os cabos de ancoragem defensiva e acelerou rumo à baliza de Jordi. Foi até um defesa, Mbemba, a enviar o primeiro aviso à barra, num cruzamento que virou remate. Depois, Marega obrigou o guardião pacense a esticar-se. Não resultou aí o cerco do Porto aos homens de Pepa, que responderam de livre. Marcelo teve tudo para marcar, valeu uma excelente defesa de Marchesín.
Sérgio Conceição apenas mexeu aos 70’. Retirou Manafá e Marega e colocou o filho Francisco e Luis Díaz. Manteve em campo homens que poderiam estar cansados - Pepe, no auge dos seus 38 anos, mostrou o porquê e foi mais lesto do que todos no canto de Sérgio Oliveira. Logo a seguir, foi o próprio médio a fazer o 2-0, com ajuda de Jordi. A ameaça de tormenta não se confirmou. Os capitães seguraram o Porto.
fim de ciclo e mais descanso
O FC Porto encerrou este domingo um ciclo consecutivo de jogos. No próximo fim de semana desloca-se a Portimão, e depois joga com o Santa clara. Champions só em abril.
sérgio Conceição: “caráter fantástico”
“Estivemos sempre muito equilibrados e concentrados. Na segunda parte fomos criando chances. Tivemos um caráter fantástico apesar da fadiga mental após a Champions. Ainda temos uma palavra a dizer no campeonato”, disse Conceição.
pesos-pesados reúnem forças
e resistem ao cansaço de turim
o Marchesín – Enorme defesa a remate de Marcelo quando o jogo ainda estava empatado.
o Manafá – Luther Singh deu que fazer, mas ainda assim cumpriu.
o Mbemba – Discreto mas eficaz. Tanque praticamente não lhe ganhou um lance.
o Zaidu – Não subiu muito pelo seu flanco. Competente a defender.
o Uribe – Muita luta. Tentou o golo em remates de meia distância que falharam o alvo ou foram bloqueados.
o Sérgio Oliveira – Não fez uma exibição deslumbrante, mas voltou a ter estrelinha tal como em Turim. Fez o 2-0 à bomba, com a ajuda de Jordi, e o canto do 1-0. Decisivo.
o Corona – Quase sempre desaparecido no jogo. Um dos que mais sentiram o desgaste.
o Otávio – Tentou dar metros à equipa com vários passes em profundidade. Importante.
o Marega – Muita luta com a defesa contrária. Saiu esgotado no 2º tempo.
o Taremi – Um cabeceamento com perigo.
o Conceição – Lutou, mas as coisas não lhe saíram.
o Luis Díaz – Agitou com várias desmarcações.
o Toni Martínez – Pouco tempo e pouca bola.
o Grujic – Entrou para refrescar a equipa.
O capitão não mostrou cansaço acumulado depois do jogo com a Juventus em Itália. Seguro, teve cabeça para desbloquear um jogo muito complicado.
- Motor demorou a aquecer
Dúvidas na área pacense
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