CARLOS PADRÃO PARA VICE DAS SELECÇÕES

Carlos Padrão, um desconhecido do grande público, é o eleito de Gilberto Madaíl para Vice-Presidente Desportivo da Federação Portuguesa de Futebol, sucedendo a António Boronha como responsável pelas selecções nacionais, apurou o Correio da Manhã.

15 de setembro de 2002 às 23:33
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Depois de terem caído os nomes de António Henriques (por pressão da Associação de Futebol de Lisboa - AFL) e de Luís Duque (por pressão da Associação de Futebol do Porto), Madaíl foi forçado a escolher uma terceira via, com Padrão a reunir o desejado consenso.

Após alguma renitência inicial, devido aos seus afazeres profissionais, Carlos Padrão (amigo pessoal de Madaíl, empresário ligado à hotelaria, antigo presidente do Sporting de Espinho e ex-membro do Conselho de Arbitragem da FPF), decidiu aceitar o desafio.

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Com a questão do “vice” para as selecções resolvida, Gilberto Madaíl tem ainda um nó por desatar no que toca à vice-presidência do Conselho de Arbitragem. É que a AF de Lisboa, ao abdicar de Duque para as selecções, pretende, como contrapartida, colocar Jorge Coroado como “vice” da arbitragem.

Carlos Ribeiro, presidente da AF de Lisboa, assumiu ontem, em declarações ao CM, esse propósito. “A Associação de Futebol de Lisboa quer Jorge Coroado como vice-presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol”, disse o dirigente.

O CM falou com o antigo árbitro, que confirmou estar “evidentemente disponível” para o cargo. A aposta de Lisboa em Coroado, explicada, entre outras coisas, pelo facto de este ser uma figura mediática, implica deixar cair Carlos Esteves, presidente do Conselho de Arbitragem da associação.

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O problema é que Madaíl tinha a intenção de reconduzir no cargo António Henriques (da Associação de Futebol da Madeira), esse mesmo cujo nome foi descartado para “vice” das selecções. Desenha-se assim um cenário de braço-de-ferro entre Lisboa e Madeira que Madaíl terá de “arbitrar”.

Entretanto, Artur Jorge reúne-se hoje no Porto, às 12h30, com a Associação Nacional de Treinadores (ANTF), cuja Direcção irá depois decidir qual das listas apoia. Mas mesmo que a ANTF apoie Artur Jorge, este continuará a 15 votos de poder ir a eleições.

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