“Ela só queria denegrir-me”

Pinto da Costa, presidente do FC Porto, recusou ontem no tribunal ter tido qualquer participação nas agressões ao ex-vereador de Gondomar Ricardo Bexiga, em 2005, acusando Carolina Salgado, ex-companheira, de tentar denegrir a sua imagem.

22 de setembro de 2010 às 00:30
“Ela só queria denegrir-me” Foto: Luís Vieira/Record
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"Tudo o que fosse para denegrir a minha imagem, ela usava", disse Pinto da Costa, ao depor nos Juízos Criminais do Porto, no início de um processo em que acusa Carolina Salgado de difamação, por o ter considerado, numa entrevista, como mandante do crime (agressões a Ricardo Bexiga).

O líder do FC Porto manifestou a convicção de que nem a própria Carolina Salgado esteve envolvida, directa ou indirectamente, naquele crime e sugeriu que a ideia de o associar à agressão a Bexiga "nem terá saído da cabeça dela".

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Mais, Pinto da Costa assegurou que nem ele nem Carolina Salgado conheciam Ricardo Bexiga, pelo que não haveria razões para o molestar.

Na entrevista, no dia 11 de Novembro de 2006, Carolina Salgado afirmou que as agressões a Ricardo Bexiga, em 25 de Janeiro de 2005, no parque de estacionamento da Alfândega do Porto, foram perpetradas a mando de Jorge Nuno Pinto da Costa. Afirmação que reiterou no livro: ‘Eu, Carolina’.

A ex-companheira do presidente do FC Porto sustentou que, a pedido de Pinto da Costa, entregou aos dois alegados agressores dez mil euros.

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Um inquérito-crime relacionado com este episódio acabou por ser arquivado.

O advogado José Dantas disse que a sua cliente "adoeceu na véspera" e obteve a anuência da juíza para que seja ouvida em próxima audiência.

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