Entrada de N’Diaye decide jogo fraco
O Estrela da Amadora apurou-se ontem para a IV eliminatória da Taça de Portugal, ao derrotar o Operário dos Açores, por 2-0. Mas foi preciso que o treinador Lito Vidigal descobrisse no banco o fundo de garantia para a continuidade na prova: o avançado N’Diaye.<br/><br/>
O senegalês acordou a equipa com uma entrada cheia de gás, tudo o que tinha faltado aos tricolores nos primeiros 45 minutos, que chegaram a ser dominados pelos açorianos. O extremo arrastou a equipa numa onda de maior dinamismo, o que aliado à quebra física dos forasteiros levou a um maior ascendente dos tricolores, ainda assim muito longe do que têm feito na Liga.
Um golo de Fernando Alexandre de livre, ainda com a bola a embater na barreira, deu a vantagem ao Estrela, que pouco ou nada tinha feito para a justificar. Depois, N’Diaye numa rotação, após canto, fixou o resultado, face à equipa do Operário, muito boa de bola e disciplinada tacticamente, mas à qual faltou maior agressividade na área. James foi um avançado cheio de boas intenções e merecia um golo, que esteve para marcar perto do fim. No Estrela escaparam à mediania Silvestre Varela e N’Diaye. Eles fizeram a diferença.
FICHA DO JOGO
Terceira eliminatória da Taça de Portugal - 18/10/08
Estádio José Gomes - Assistência: 200
Golos: 1-0 Fernando Alexandre (56m), 2-0 N’Diaye (76m)
ESTRELA DA AMADORA: Filipe Mendes, Hugo Gomes, Hugo Carreira, Mustafa, Nelson Pedroso, Marc Paulo (N’Diaye, 51m), Fernando Alexandre, Jardel, Celsinho (Garavano, 88m), Anselmo (Teti, 78m) e Silvestre Varela. Treinador: Lito Vidigal.
OPERÁRIO: Serrão, Hugo Grilo, Filipe Duarte, Luís Soares, Jorge Peixoto, Bruno Melo (Claúdio Abreu, 84m), Ricardo Santos (Cordeiro, 66m), Lucas, Nuno Lopes (Amaral, 75m), Fabrício e James. Treinador: Francisco Agatão.
Árbitro: Lucílio Baptista (Setúbal)
Disciplina: Cartões amarelos - Jorge Peixoto (88m)
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