FC Porto sagra-se campeão nacional na Luz
O FC Porto é o novo campeão nacional. Os 'dragões' sagraram-se este domingos campeões depois de derrotarem o Benfica (1-2) no Estádio da Luz e garantirem a diferença pontual necessária para serem os detentores do título desta época.
O resultado foi construído antes do intervalo, num jogo com duas expulsões e nervos a mais em ambas as equipas. No final, André Villas-Boas e seus comandados foram obrigados a festejar o título às escuras e com o sistema de rega ligado.
O FC Porto colocou-se em vantagem muito cedo (9'), graças a um ‘brinde' do guarda-redes Roberto, que gerou grande revolta e assobios nas bancadas. Guarín cruzou sem grande veneno, após jogada de insistência de Hulk, e o guarda-redes espanhol deixou a bola cair e entrar na sua baliza.
Aos 17 minutos, de grande penalidade, Saviola conseguiu acalmar os ânimos dos adeptos encarnados, restabelecendo a igualdade no marcador, mas Hulk voltou a incendiar a Luz, também num castigo máximo, nove minutos depois.
À primeira vista, o árbitro da partida decidiu bem os castigos máximos com que Benfica e FC Porto ampliaram a sua contabilidade no narcador: Otamendi derrubou Jara de forma clara e Roberto travou Falcão à margem das leis.
Jorge Jesus lançou Óscar Cardozo e toda a artilharia na segunda parte. A intenção era clara: deixar a baliza do FC Porto debaixo de fogo. Mas o Benfica só conseguiu encostar verdadeiramente os dragões após a expulsão do central Otamendi. É que o argentino andou numa roda viva entre apagar as fogueiras criadas por Cardozo e ajudar a lançar rapidamente o contra-ataque portista e acabou por ver o segundo amarelo.
Falcão foi o sacrificado na estratégia portista e a gula encarnada tornou-se mais evidente, com a saída da principal referência atacante do FC Porto. Saviola e Sidnei testaram os reflexos de Helton, Fábio Coentrão travou um duelo sem tréguas com Hulk, Gaitán atirou aos ferros. O jogo encarnado animou-se até à expulsão de Cardozo, por agressão a Belluschi. Já no fim, Roberto redimiu-se dos seus pecados ao defender um remate-surpresa de Rodríguez, que surgiu isolado na frente.
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