Federação de andebol demarca-se de polémica entre FC Porto e Sporting

FAP defendeu que "ao clube promotor incumbe garantir todas as condições de segurança no recinto".

01 de abril de 2026 às 20:25
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A Federação de Andebol de Portugal (FAP) demarcou-se esta quarta-feira da polémica que envolve Sporting e FC Porto, salientando que "não tem competências" para punir criminalmente e que cumpre ao clube organizador pugnar pela segurança de um evento desportivo.

Em comunicado, a FAP assumiu que, "enquanto detentora do estatuto de utilidade pública desportiva, detém os poderes normativo, disciplinar e de supervisão da modalidade", pelo que, face aos incidentes verificados no pavilhão Dragão Arena, no sábado, "participou as ocorrências ao Conselho de Disciplina, que, entretanto, deliberou ontem [na terça-feira] a instauração de processo de inquérito".

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Desta forma, a FAP defendeu que "ao clube promotor incumbe garantir todas as condições de segurança no recinto", sendo, neste caso, o FC Porto "responsável pelos incidentes eventualmente ocorridos no recinto desportivo, incluindo as cabines".

"As eventuais responsabilidades de outra natureza, que estejam associadas às ocorrências verificadas, nomeadamente de nível criminal e ou contraordenacional, não cabem na esfera de competências da FAP", assinalou o organismo.

A ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, esteve esta quarta-feira reunida com o presidente da FPA, Miguel Laranjeiro, mas também com Frederico Varandas e André Villas-Boas, líderes de Sporting e FC Porto, respetivamente.

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No final da audiência, Miguel Laranjeiro disse não acreditar "que houvesse tantos jornalistas e tantas câmaras de televisão se este caso fosse apenas relacionado com o andebol", tendo ainda mostrado disponibilidade para ser um eventual "mediador" nas relações entre os dois clubes: "Se não houver mais ninguém, cá estarei".

O Sporting acusou o FC Porto de "práticas obscuras", após elementos da equipa de andebol 'verde e branca' terem recebido assistência médica no sábado, no Dragão Arena, no Porto, antes da vitória dos bicampeões nacionais sobre o FC Porto (33-30), no arranque da segunda fase do campeonato.

O jogo iniciou-se com cerca de 15 minutos de atraso, depois de a equipa visitante se ter queixado de um odor intenso no seu balneário, que levou o treinador Ricardo Costa e o jogador congolês Christian Moga a serem assistidos no local.

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O FC Porto desmentiu a situação e considerou, ainda no sábado, como "graves e abusivas" as acusações dos 'leões', referindo ter contactado a PSP para verificação das condições no pavilhão do clube 'azul e branco'.

Na terça-feira, o Ministério Público (MP) abriu um inquérito aos incidentes, já depois de a direção da FAP ter efetuado uma participação ao Conselho de Disciplina do organismo para o apuramento de responsabilidades disciplinares.

Além dos incidentes relatados pelo Sporting, o diretor-geral das modalidades do FC Porto, Mário Santos, acusou o jogador 'leonino' Martim Costa de ter agredido um adepto dos 'dragões' ainda no período de aquecimento para o jogo.

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