Ferguson mortinho por bater Mourinho

É mais uma peça sobre Mourinho mas tem mesmo de ser. Amanhã, o Chelsea joga em Old Trafford, num jogo deveras especial para o nosso José: ele defende a longa invencibilidade na ‘Premier’ (40 jogos) quatro dias depois de encaixar a primeira derrota da época em Sevilha (0-1, Bétis), na pior exibição dos londrinos até ao momento.

05 de novembro de 2005 às 00:00
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E defende a invencibilidade perante Sir Alex Ferguson, o homem que dominou o futebol inglês até à chegada de Mourinho e que se encontra absolutamente necessitado de ganhar o jogo para limpar a péssima imagem deixada em Lille, onde o Manchester perdeu (0-1) com uma actuação lastimável.

O Manchester tem 13 pontos de desvantagem para o Chelsea e Ferguson será o primeiro a admitir que, mesmo ganhando, o título continuará a ser uma miragem. Trata-se, pois, de uma questão de honra para Ferguson. Ele perdeu o estado de graça junto dos adeptos e tudo fará para roubar a Mourinho a possibilidade de conquistar um recorde que o colocaria definitivamente nos píncaros: o Chelsea está a dez jogos de bater a histórica marca do Arsenal (49 jogos invicto na Liga entre 2003 e 2005) mas tem de passar incólume em Old Trafford, onde aliás o nosso José nunca perdeu – soma duas vitórias e dois empates (um deles com o Porto).

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Se a história se repetir, o Chelsea está em maus lençóis: lembro que foi o próprio Ferguson quem se encarregou de acabar com a invencibilidade do Arsenal, impedindo Arsène Wenger de completar 50 jogos em pleno Old Trafford: o Manchester ganhou por 2-0 e os adeptos festejaram como se tivessem ganho um título. O ambiente amanhã deverá ser idêntico.

Para Mourinho, pouco lhe daria mais gozo que aguentar mais dez jogos sem perder e roubar o recorde a Arsène Wenger, justamente o seu ‘inimigo’ n.º 1 do momento. Ao contrário de Ferguson, ele está absolutamente tranquilo no Chelsea e sabe que vai ser novamente campeão, tamanha é a diferença de competitividade entre o Chelsea e os rivais. Assim sendo, as prioridades do nosso José hão-de centrar-se na Liga dos Campeões e na Taça de Inglaterra... e na conquista de marcos que o perpetuem – a ele e ao Chelsea – na história do futebol inglês. No fundo, o jogo de amanhã reflecte o que tem sido a ‘Premier’ desde a chegada do nosso José: Ferguson e Wenger no mesmo lado da barricada, ao fim de dez anos de intensa rivalidade.

Manchester United-Chelsea, Amanhã, 18h10, Diferido, SportTV

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LYON: SÃO MAGNÍFICOS

Tiago acertou na muche. Depois de ganhar três títulos com o Chelsea joga naquela que me parece, de momento, a equipa mais brilhante da Europa. Que bem que joga o Olympique de Lyon, que qualidade na circulação de bola, que à-vontade na finalização – aquilo parece um relógio!!! É, de longe, a melhor equipa francesa desde o Marselha de Gili e Goethals; Gérard Houllier perdeu o mago Essien mas olhem que não se nota...

Na quarta--feira passada, o Lyon deu mais um recital (4-1 em Atenas ao Olympiakos) e apurou-se para os oitavos-de-final da ‘Champions’.

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Candidatos ao título europeu? Vamos ver. Nos dois últimos anos, os franceses caíram nos quartos-de-final (2004, 0-2, 2-2 com o Porto; 2005, 1-1, 1-1 com o PSV), mas a experiência acumulada deve ter servido para alguma coisa. E há um dado importante: o Lyon refinou os procedimentos defensivos e continua a marcar muitos golos. O futuro pentacampeão francês pede meças ao Barcelona no reino do belo jogo: é um prazer vê-los jogar. E ganham.

Toulouse-Lyon, Hoje, 16h15, sem transmissão

Thierry Henry é o avançado mais completo e elegante do mundo, um virtuoso puro com uma ética de trabalho exemplar – quantas vezes ele é o defesa mais adiantado do Arsenal. O golo que marcou ao Sparta a meio da semana é mais um monumento a juntar aos dois que havia assinado em Praga. E a facilidade com que lhe “saem” aqueles remates de execução dificílima!?!... Fantástico jogador, este Henry. O Arsenal bem pode estimá-lo porque não há outro como ele.

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Arsenal-Sunderland, Hoje, 15h00, Directo, SportTV

Eto’o também está em alta: o ‘hat-trick’ ao Panathinaikos com “chapéu” magistral incluído soou como grito de revolta do camaronês ao propalado interesse do ‘Barça’ em Henry. Eto’o é craque, fala muito... mas não tem a qualidade extra do francês – nem de Ronaldinho Gaúcho, por exemplo. Ele seria o primeiro beneficiado com a vinda de Henry se estivesse disposto a descer do pedestal onde se autocolocou.

Getafe-Barcelona, Amanhã, 00h20, Diferido, SportTV

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