Há um outro processo

António Manuel Fernandes, presidente do Alverca, garantiu ontem ao CM que existe mesmo um processo no Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) por causa da transferência de Mantorras.

18 de novembro de 2005 às 00:00
Há um outro processo Foto: Jorge Paula
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O líder do clube ribatejano revela que, além de existir um processo, já noticiado, relativo à vida particular do avançado (alegados problemas com a documentação), está a decorrer uma “segunda investigação”. “Há um outro processo no DIAP esse sim relacionado com a transferência de Mantorras”, disse ao CM.

Fernandes revelou ainda que vai encontrar-se nos próximos dias com Luís Filipe Vieira para tentarem chegar a um acordo: “O presidente do Benfica convidou-me para um almoço para me explicar a transferência do Mantorras”. Mas o director de comunicação do Benfica, Cunha Vaz, garante que não haverá qualquer encontro entre os dois presidentes.

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O Alverca reclama cinco milhões de euros do Benfica e ameaça recorrer aos tribunais. “O Alverca vendeu ao Benfica 50 por cento do passe de Mantorras por cinco milhões de euros. Os outros 50 por cento do passe, ou seja, mais cinco milhões, têm de ser pagos ao meu clube e não foram. Caso isto não se resolva o caso vai para tribunal”.

VIEIRA COMPROU 60% DO 'PASSE'

Entretanto, ‘O Jogo’ revelou ontem novos dados sobre o caso. O jornal publica cópia de um contrato celebrado entre Luís Filipe Vieira e Jorge Manuel Mendes, em 10 de Fevereiro de 1999, no qual Vieira, então presidente do Alverca, adquire, a título pessoal, 60 por cento do passe de Mantorras e fica com direito a receber um máximo de 1,73 milhões de dólares numa futura transferência. Apesar de este contrato, duas semanas depois, a 22 de Fevereiro, o Alverca e Jorge Manuel Mendes contratualizam a repartição do passe do avançado e não é feita qualquer menção à parcela detida por Vieira.

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O jornal desportivo divulga ainda um outro contrato, com data de 29 de Novembro de 2000, seis meses antes de Mantorras se transferir do Alverca para o Benfica. O contrato é celebrado entre duas empresas ‘offshore’, a Harvey Management, com sede nas Ilhas Virgens Britânicas, e a Videla Investments, dos Estados Unidos, no qual a primeira cede à segunda 25 por cento do passe do avançado angolano a troco de 150 mil contos (750 mil euros).

Como se percebe, o passe de Mantorras foi alvo de inúmeras negociações, num imbróglio que poderá acabar nos tribunais.

'NÃO SEI SE FOI APÓS O ALMOÇO'

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O director de comunicação do Benfica, Cunha Vaz, que não quis comentar as notícias do jornal ‘O Jogo’, garantiu que Vieira não se vai encontrar com o presidente do Alverca. “O presidente do Benfica já disse ao do Alverca que pode ir a tribunal. O Benfica entende que não tem nada a pagar”. Cunha Vaz confirma que houve uma conversa telefónica entre os dirigentes e deixa uma indirecta. “António Manuel Fernandes falou ao telefone com o presidente do Benfica, só não sei se foi antes ou após o almoço...”.

QUIM VAI A BRAGA

O guarda-redes do Benfica, Quim, deverá constar das opções de Ronald Koeman para a deslocação de sábado ao terreno do Sp. Braga. O internacional português já estará recuperado e deverá voltar à titularidade.

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TESTE DECISIVO

O Benfica vai efectuar hoje de manhã o seu derradeiro ensaio, novamente à porta fechada, antes da partida para Braga. Este treino constituirá um teste decisivo para avaliar se Simão e Miccoli podem mesmo jogar.

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