Imagem de Scolari paga a offshore
Ex-selecionador foi constituído arguido em abril por suspeita de fuga aos impostos. Em causa estão 7,4 milhões de euros.
Luiz Felipe Scolari recebeu o pagamento dos direitos de utilização da sua imagem, quando treinava a Seleção, entre 2002 e 2008, através de uma offshore.
No início de abril deste ano, quando esteve em Portugal para participar numa conferência sobre futebol, Scolari foi constituído arguido pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), no âmbito de um processo que resulta da investigação ao BPN, por suspeitas de não ter declarado ao Fisco mais de 7,4 milhões de euros.
A maior parte desta verba terá sido paga à offshore Chaterella Investors Limited, que a terá transferido para uma conta em Miami, nos EUA.
Ontem, a Procuradoria-Geral da República confirmou a investigação a Scolari, por alegada fuga fiscal, e deixou claro que o DCIAP pediu a colaboração das autoridades da Holanda, Reino Unido, Brasil e EUA. A investigação tem o apoio da Autoridade Tributária.
O inquérito a Scolari terá tido origem nos pagamentos efetuados por uma sociedade offshore do grupo BPN/SLN, a Jared Finance, à Chaterella, offshore que assinou com o grupo BPN/SLN o contrato de utilização da imagem de Luiz Felipe Scolari pelo antigo grupo liderado por Oliveira e Costa.
A investigação do DCIAP a Scolari foi revelada por uma publicação holandesa que teve acesso a um pedido de ajuda do DCIAP à Justiça dos Estados Unidos.
Confrontado, Scolari foi categórico: "Fiz todas as minhas declarações de rendimentos corretamente." E concluiu: "Em todos os países em que trabalhei, sempre declarei os meus rendimentos."
Ontem, Gilberto Madaíl, antigo presidente da Federação Portuguesa de Futebol, garantiu ao Correio da Manhã que, "se há qualquer coisa em termos de impostos, não tem nada a ver com a Federação Portuguesa de Futebol".
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