Jesus lembra "penálti inexistente" a favor do FC Porto
O treinador de futebol do Benfica disse esta terça-feira que André Villas-Boas "está a tentar desviar as atenções" do que se passou no Beira-Mar-FC Porto, em que alega ter sido marcada "uma grande penalidade inexistente" a favor dos portistas.<br/><br/>
"É a sexta grande penalidade que o FC Porto tem durante este campeonato e este é que é o foco da questão", disse Jorge Jesus em entrevista à Benfica TV, na qual desvaloriza o incidente de que foi protagonista juntamente com o jogador do Nacional Luís Alberto, após o jogo frente à equipa insular, no domingo, no Estádio da Luz.
Para Jesus, o que aconteceu no Benfica-Nacional "já foi falado e visto" e não passou de "uma discussão entre um jogador do Benfica e outro do Nacional", na qual diz ter intercedido "em defesa do jogador" benfiquista.
O técnico vai mesmo mais longe, ao acrescentar que "não vale a pena pretender-se novamente condicionar seja o que for", visto que o árbitro "foi condicionado" no último jogo Beira-Mar-FC Porto.
Quanto às afirmações de Villas-Boas, que o visaram, nomeadamente ao dizer que "afinal, o graúdo faz coisas piores", numa alusão ao incidente do jogo com o Nacional, o treinador ‘encarnado’ esclareceu que "nunca tratou o treinador portista por miúdo", mas sim por "jovem treinador".
"Se ele sente que o tratei por miúdo ou que foi uma ofensa, não fui eu. A carreira de um treinador não é um ou dois anos. No meu caso, o graúdo já tem 20 anos de carreira e uma carreira não é quando como começa, mas, muitas vezes, como acaba", rebateu Jorge Jesus, explicando "não ter por hábito denegrir qualquer colega de profissão".
Centrando-se no embate de quarta-feira em Vila do Conde para a Taça de Portugal, o treinador benfiquista previu "um jogo complicado, num campo normalmente difícil", mas antevê também dificuldades para o Rio Ave, perante um Benfica "determinado e que cresce de jogo para jogo".
Jesus elogiou a frente de ataque do Rio Ave, mas diz saber qual a receita para seguir em frente na Taça: "Se formos uma equipa disciplinada tacticamente, com um espírito colectivo muito forte, o jogo pode tornar-se fácil".
O técnico aludiu ao perigo que o vila-condense João Tomás representa, ele que é "um dos melhores avançados do campeonato, muito experiente e tecnicamente também tem evoluído", mas considerou que o nome do jogador adversário "não importa, quando as ideias e os princípios defensivos são aplicados" pelo Benfica.
Quanto à recuperação física dos seus jogadores, que realizaram vários jogos num curto espaço de tempo, revelou que "o grupo está bem" e que "a gestão que tem sido feita faz com que a equipa não esteja fatigada fisicamente".
"O tempo que temos desde o jogo com o Nacional até quarta-feira é suficiente para qualquer jogador que jogou 90 minutos estar recuperado. Dentro desta ideia, vou lançar no jogo com o Rio Ave aqueles que penso estão mais disponíveis", disse Jesus, que "já esperava a boa resposta" que a equipa tem dado neste mês de Janeiro.
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