Leão continua de barriga vazia
Mais um empate. Virou moda na Madeira, depois do 1-1 frente ao Nacional, para a Liga, desta feita frente ao Marítimo (2-2), em mais uma exi-bição do Sporting muito aquém das exigências.
Os leões evitaram o desaire a dois minutos do final do jogo, num ataque improvisado, já em desespero, pelo improvável Xandão (golo de cabeça), que estava a jogar como ponta-de-lança para apoiar Wolfswinkel.
Cabeça foi o que faltou em muitos momentos ao Sporting. Vontade também, quando alguns jogadores tocaram na bola, quase sempre de forma desinteressada e displicente. Custa perceber como Elias pode ser titular numa equipa que à falta de qualidade colectiva precisa de encontrar na determinação um argumento de peso para vencer.
O Sporting abriu o jogo com um remate em arco ao poste de Viola, passou depois por apuros, com belas defesas de Marcelo, mas depois disso veio um excelente golo de Wolfswinkel para a vantagem dos leões.
Mas a equipa do Sporting não tem estofo para segurar vantagens e sofreu a reviravolta do Marítimo, com golos no coração da área, consentidos por uma completa anarquia no sistema defensivo. Boulahrouz lesionou-se, entrou Xandão e o brasileiro limitou os estragos, quando pairava no ar outra derrota, dada a superioridade do Marítimo, sobretudo na 2.ª parte.
GODINHO LOPES SEGURA VERCAUTEREN
Godinho Lopes garantiu ontem que Franky Vercauteren não tem o lugar de treinador em risco devido à entrada de Jesualdo Ferreira (é apresentado hoje em Alvalade, às 18h00) para a estrutura do futebol, com o cargo de manager. "Claro que não", disse o dirigente, esclarecendo a separação de cargos. "O Jesualdo é o responsável do futebol do Sporting, o Vercauteren é o treinador da equipa A. Todas as posições estão bem definidas", disse o presidente do Sporting, à margem de um almoço com adeptos do clube na Madeira.
O dirigente leonino não evitou algum desconforto pelas críticas feitas na segunda-feira por Eduardo Barroso, presidente da Assembleia Geral do Sporting. O médico cirurgião defendeu que a palavra deve ser devolvida aos sócios com hipotéticas eleições antecipadas. "Pertenço à direcção, enquanto a Mesa da Assembleia Geral é outro órgão eleito. A minha preocupação inicial era exclusivamente de gestão, mas hoje já percebi que também tenho de pensar na estabilidade do clube. Já dei o exemplo do manicómio, da esquizofrenia, da necessidade absoluta de resolver os problemas cá dentro para não dar a pior imagem do clube", disse Godinho Lopes.
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