Leitura do acórdão do julgamento da W52 - FC Porto adiada para dia 12 de dezembro
Entre os 26 arguidos estão ex-ciclistas e dirigentes da equipa W52 - FC Porto.
Estava previsto que os 26 arguidos da operação 'Prova Limpa', incluindo os ex-ciclistas e dirigentes da W52-FC Porto, conhecessem o desfecho do julgamento esta terça-feira, mas a leitura do acórdão foi adiada para dia 12 de dezembro.
A leitura do decisão foi adiada, uma vez que o coletivo de juízes decretou uma pena de interdição do exercício da atividade à Associação Calvário Várzea - Clube de Ciclismo, impedindo-a de participar em provas. No entanto, essa decisão não foi publicitada como dita a lei e, por isso, a advogada da associação pediu um prazo de cinco dias para apresentar defesa. Por esta razão, a leitura do acórdão foi alterada para dia 12 de dezembro.
Em maio, o Ministério Público (MP) pediu penas suspensas para os arguidos julgados pelo envolvimento no esquema de doping na extinta W52-FC Porto, na condição de todos indemnizarem a Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC). O MP considerou terem ficado provados "todos os factos e todos os crimes" que constam da acusação.
Todos os 26 arguidos respondem por tráfico de substâncias e métodos proibidos, mas apenas 14 por administração de substância e métodos proibidos. Entre os visados estão Adriano Teixeira de Sousa, conhecido como Adriano Quintanilha, o então diretor desportivo Nuno Ribeiro e o seu ‘adjunto’ José Rodrigues. Rui Vinhas, João Rodrigues, Ricardo Mestre, Samuel Caldeira, Daniel Mestre, José Neves, Ricardo Vilela, Joni Brandão, José Gonçalves, Daniel Freitas e Jorge Magalhães são os ex-ciclistas da W52-FC Porto julgados por tráfico de substâncias e métodos proibidos.
A W52-FC Porto era a melhor equipa do pelotão nacional, tendo vencido ininterruptamente na estrada a Volta a Portugal entre 2016 e 2021. O caso de doping na equipa abalou as estruturas do ciclismo português.
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