"Madail esteve contra o meu despedimento"
Carlos Queiroz afirmou hoje que a intervenção do secretário de Estado da Juventude e do Desporto no <br/>seu processo, por alegada perturbação de um controlo antidoping, teve como "único objectivo" o seu despedimento do cargo de seleccionador nacional.
Carlos Queiroz disse que Madail lhe ligou após a reunião da direcção da Federação a dar-lhe conta da sua tristeza por o despedir do cargo de seleccionador e acusou o vice Amândio. "Madail foi traído por Amândio Carvalho. O presidente lamentou, pediu desculpa pelo meu despedimento quando me ligou e disse que não concordava", referiu em entrevista à RTP.
O técnico frisou que nunca foi ouvido nos processos que lhe foram instaurados e que lembra ainda estão a correr. Por isso, informou. "Hoje entrou no Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) o pedido suspensivo desta decisão (suspensão de seis meses do ADoP."A decisão virá do TAS e só depois se poderá dizer se estou castigado", lembrou, acusando de seguida. "Goastava de saber porque é que o Secretário de Estado me quis afastar. O inquérito oficila foi instaurado a partir de 2 de Julho, um dia depois de sermos eliminados pela espanha", observou.
Queiroz conclui a ideia. "Houve uma instrumentalização da parte do ADoP relativamente a esta matéria [perturbação de um controle anti-doping aos jogadores da Selecção em Maio] e contra-ataca. "Estou a pensar fazer uma queixa crime por fraude processual nesta matéria. Houve viciação de construção relativamente à acusação de que fui alvo."
Queiroz diz que se sentia marginalizado. "Parecia que tinha lepra" e disse que os maus resultados com o Chipre [empate a quatro] e derrota com a Noruega [1-0]aceleraram o seu despedimento.
Queiroz diz que deu a sua opinião sobre os convocados para esses dois jogos, mas que não falou ao telemóvel com ninguém da equipa técnica nos dias dos jogos. Queiroz insistiu na ideia de que foi alvo de um "ataque desencadeado pelo Secretário de Estado" que ao referir a obrigação de o castigar abriu portas ao seu despedimento.
O treinador revelou que enquanto seleccionador recebeu convites de duas selecções [Austrália e Japão] e de um clube inglês [Fulham] e que gostava que o seu sucessor fosse português.
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