‘Meia libra’ sem culpados

O ex-árbitro Martins dos Santos, o filho Daniel Santos, Belarmino Aleixo (ambos juízes) e David Rodrigues, antigo director desportivo do Vilaverdense, foram absolvidos num processo extraído do ‘Apito Dourado’, relativo ao jogo Vilaverdense-Maria da Fonte (1-0), no Campeonato Nacional da III Divisão, época de 2003/2004.

27 de novembro de 2008 às 00:30
‘Meia libra’ sem culpados Foto: Sónia Caldas
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Em causa estava a oferta, no final do encontro, de uma meia libra a Daniel Santos, que chegou a julgamento acusado do crime de autoria material de corrupção desportiva passiva. Martins dos Santos, Belarmino Aleixo e David Rodrigues enfrentaram acusações dos crimes de co-autoria de corrupção desportiva activa.

A sentença, conhecida ontem, absolveu os quatro arguidos. Segundo o acórdão, não se provou que a oferta da meia libra tenha sido contrapartida por qualquer tipo de favorecimento ao vilaverdense e não demonstrou actos de corrupção activa. Sobre as escutas anexas ao processo, que relatam um telefonema entre David Rodrigues e Martins dos Santos, os juízes do Tribunal de Vila Verde entenderam que não foram conclusivas.

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Na referida conversa, uma semana antes do jogo, o director desportivo do Vilaverdense terá falado a Martins dos Santos sobre a necessidade de o seu clube ganhar o jogo. "Não há problema", terá dito Martins dos Santos, ao que David Rodrigues responderia que estariam garantidas "prendas" para ambos.

Carlos Duarte, advogado de Aleixo e de David Rodrigues, disse ao CM que o " caso foi uma mera teimosia de Maria José Morgado", criticando que o processo tivesse chegado a julgamento.

Refira-se, ainda, que o ex-árbitro Martins dos Santos foi recentemente condenado em Gondomar no âmbito de outro processo. Foi ainda alvo de outras investigações por parte da equipa coordenadora.

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APONTAMENTOS

RELÓGIO

De acordo com a escuta, antes do início do jogo, Daniel Santos ligou ao pai e manifestou não estar muito satisfeito com a prenda recebida, a meia libra. O árbitro disse estar à espera de um relógio. Em tribunal foi dito que era normal e uma cortesia, o Vilaverdense oferecer uma meia libra ao árbitro.

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