Mo Farah vence mundial de atletismo pela décima vez

Aos 34 anos e na sua última época, só falta para a 'chave de ouro' defender também o título de 5.000 metros.

04 de agosto de 2017 às 23:12
Mo Farah, Londres, atleta Foto: EPA
Mo Farah Foto: Reuters
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Mo Farah Foto: Getty Images
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Sem surpresa Mo Farah ganhou os 10.000 metros dos Mundiais de atletismo, em Londres, elevando para 10 o impressionante número de medalhas de ouro em Campeonatos do Mundo e Jogos Olímpicos, em 10.000 e 5.000 metros.

Aos 34 anos e na sua última época, só falta para a 'chave de ouro' defender também o título de 5.000 metros a 13 de agosto, último dia destes campeonatos.

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Os quenianos bem tentaram, com esticões e evidente jogo de equipa, deixar para trás o britânico, que chegou menos 'fresco' do que o habitual para a última volta, mas com força suficiente para aguentar o contra-ataque de Paul Tanui e Bedan Nuchiri e, sobretudo, do ugandês Joshua Cheptegei.

Com 26.49,51, Farah ganha com nova melhor marca de 2017, Cheptegei é segundo com 26.49,94, novo recorde pessoal, Paul Tanui, o vice-campeão olímpico, fecha com 26.50,60.

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Já se sabia que tudo estava preparado para Farah partilhar o foco dos holofotes com Usain Bolt - os dois 'monstros' do atletismo abandonam este ano - e nada faltou para que o atleta da casa pudesse brilhar.

O estádio olímpico não parou de o vitoriar e ovacionar, sempre que passava para a frente, e durante pouco menos de 27 minutos o atleta nascido na Somália voltou a 'dar asas' ao orgulho britânico. Para que a festa seja completa em Londres, só falta um derradeiro ouro dentro de nove dias, no que será o 'tetra' dos 5.000 metros.

Esta sexta-feira ainda não foi o dia de Bolt - esse está 'marcado' para sábado, com a final dos 100 metros - mas o 'gigante' jamaicano já esteve no tartã, com vitória e qualificação fácil nas eliminatórias de 100 metros.

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Mesmo com uma péssima partida, ganhou em 10,7 segundos, oitava marca do dia, no cômputo geral.

Para o grupo final de 24 também avançam os norte-americanos Justin Gatlin e Christian Coleman, o jamaicano Yohan Blake e o sul-africano Akani Simbine, entre outros.

A principal surpresa foi a desclassificação, por falsa partida, do sul-africano Thando Roto, que tinha como melhor esta época 9,95 e era apontado como candidato natural à final.

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O português David Lima, com 10,05 na época, ambicionava com naturalidade as meias-finais, mas não partiu bem e não se encontrou numa corrida, em que foi sétimo -- 37.º no global -- com 10,41.

Lima ainda regressa para os 200 metros, mas para Marta Pen, a primeira lusa em ação, é mesmo o fim do caminho. Com 4,10,22 nos 1.500 metros, ficou em 32.º lugar (oitava na sua série), sem andamento para entrar na discussão pelo apuramento direto ou repescagem.

A lista de inscritas este ano era especialmente forte e nenhuma das favoritas fica pelo caminho - incluindo a campeã Genzebe Dibaba, da Etiópia, a queniana Faith Kipyegon, campeã olímpica, e mesmo a estreante nesta distância Caster Semenya, da África do Sul, bicampeã olímpica de 800 metros.

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Surpresa, sim, na qualificação do salto com vara feminino, com a norte-americana Jennifer Suhr a não conseguir qualquer salto válido. Suhr é detentora da segunda marca de sempre, atrás da russa Yelena Isinbayeva.

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