Mudanças de ares

Sapunaru tem, de facto, uma relação difícil com o público nos estádios de futebol. O que não deixa de ser estranho, tendo em conta que o romeno é um artista da bola e não há artistas sem público. Na primeira metade da época, Cristian Sapunaru jogou no FC Porto e agrediu dois elementos do público que se encontravam no túnel do Estádio da Luz. Pelo menos foi essa a interpretação do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol para quem o estatuto do “steward” é igualzinho ao estatuto do espectador mais vulgar entre a assistência.

29 de maio de 2010 às 00:00
Mudanças de ares
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Na segunda metade da época, Sapunaru jogou no Rapid de Bucareste mas não acabou o campeonato romeno em campo porque, na penúltima jornada zangou-se outra vez com o público que o assobiava, vá lá saber-se porquê, e despediu-se daquela cambada de provocadores com “uma sequência de gestos obscenos”, conforme relataram os jornais que, no entanto, não especificaram se os tais gestos eram destinados a espectadores com coletes ou sem coletes.

Enfim, fica a dúvida. A verdade é que Sapunaru foi suspenso por um jogo e está prontinho para regressar ao futebol português e ao seu FC Porto.

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Se Cristian Sapunaru continua igual a si próprio, já Felipe Caicedo, que jogou a primeira metade da época no Sporting, está muito diferente, praticamente irreconhecível. E a sua relação com o público também mudou, e de que maneira, desde que o internacional equatoriano se mudou para Málaga, na segunda metade do campeonato.

Em Alvalade, os espectadores nem o podiam ver com a camisola do Sporting vestida. E, talvez, por sentir esse desamor, Caicedo não marcou um único golo na sua passagem pelo Sporting, o que é de menos para um goleador. Ao contrário, em Málaga, no final do último jogo da época, a camisola de Caicedo foi rijamente disputada pelos adeptos que invadiram o campo festejando a manutenção da equipa na primeira liga espanhola, graças aos golinhos e às boas exibições do jovem jogador.

Sapunaru e Caicedo são dois casos diferentes de mudança de ares. Mas estes fenómenos não ocorrem unicamente com jogadores. Também acontecem aos próprios clubes. Veja-se, por exemplo, o que se está a passar com o Olhanense. De acordo com a imprensa, a Direcção do clube “está a ponderar colocar ponto final na ligação privilegiada com o FC Porto e virar agulhas para o Benfica”. Noutros tempos, poderia ser uma decisão fatal. Vamos lá ver se a mudança de ares prejudica ou beneficia o grande Olhanense!

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ERRAR É HUMANO

BAPTISTA, COSTA E LA PALICE

Os árbitros também são gente. E quando acaba a temporada fazem como faz toda a gente que anda no futebol. Reúnem-se, jantam à mesma mesa e trocam votos de felicidades. Esta semana, dando por encerrada a época de 2009/2010, os árbitros portugueses juntaram-se na Nazaré e aproveitaram a ocasião para homenagear três colegas que vão abandonar as lides por terem atingido a idade limite de 45 anos. Lucílio Baptista, da Setúbal, Paulo Costa, do Porto, e Gabínio Evaristo, árbitro assistente de Lisboa, arrumaram os respectivos apitos e bandeirinhas no final desta época.

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Garantem os jornais que o convívio foi animado. E que meteu discursos, como não poderia deixar de ser. Lucílio Baptista foi o autor, sem qualquer espécie de dúvida, da máxima da noite: “Não deixei inimigos no futebol, posso é ter gente que não gosta de mim.” Também Paulo Costa optou pelo mesmo estilo de evidência nas suas palavras: “Fiz o que devia e o que devia fiz.” Adeptos do senhor de La Palice, os dois árbitros despediram-se do futebol com frases curiosas e que, parecendo que não, vão sempre dar ao mesmo. Aliás, tem sido assim o futebol português no último quarto de século. Salvo honrosas e episódicas excepções, foi tudo sempre dar ao mesmo.

POSITIVO E NEGATIVO

Di María a somar

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O sorriso de Maradona a aplaudir Di María depois do futuro-ex-jogador do Benfica ter marcado aquele golo sensacional ao Canadá diz tudo sobre o momento actual do jovem extremo que vale o dinheiro que ganha e que faz ganhar.

Mourinho imparável

Está feita a “tripleta” - campeonato, Taça e Liga dos Campeões - do Inter de Milão com uma equipa de veteranos em quem ninguém apostava um chavo. Mourinho vai agora para Madrid transformar uma equipa de vedetas numa equipa de futebol.

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NEGATIVO

Tiago infeliz

Tiago nunca teve na selecção nacional a importância que granjeou ao serviço dos clubes por onde passou, com excepção da Juventus, onde não foi feliz. Este Mundial teria de ser forçosamente o “seu” Mundial. Mas não vai ser.

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PÉROLA

“O sr. Ferreira tem dias em que à noite é um desastre total.”, Rui Santos

“Tempo Extra”, na SIC Notícias, é o programa mais visto da televisão por cabo. O mérito cabe a Rui Santos que é o criador e a figura central do programa. Dias Ferreira, um dos comentadores de “O Dia Seguinte”, no mesmo canal, resolveu embirrar com Rui Santos e o ex-jornalista de “A Bola” respondeu-lhe a preceito.

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