O JOGÃO DA REBOLEIRA
Os leões usaram a artilharia pesada e perdeu Barbosa e JVP para o jogo com o Boavista. Está à vista: F. Santos é um visionário
A ausência forçada de Deco e a sobrecarga de Maniche foram um bálsamo para o campeonato: o FC Porto nivelou-se por baixo e a SuperLiga recuperou interesse. Até o Sporting foi ao campo do Estrela da Amadora marcar quatro golos, coisa nunca vista esta época pelas bandas verde e brancas. Foi tudo muito simples: o eng. Santos deu ordens para que os jogadores comessem a relva e ninguém se fez rogado; afinal, a fominha era muita e o adversário tenrinho. É um sinal da falta de critério que se vive em Alvalade.
Para jogar com o penúltimo classificado a equipa leonina usou a artilharia pesada e disputou a bola até ao limite. Fez 19 faltas, mais uma do que o Estrela e mais nove do que o Benfica em Paços de Ferreira. O resultado diz tudo sobre a capacidade estratégica e táctica do treinador: pouco importa que na próxima jornada o adversário seja bem melhor – o coreáceo Boavista, a equipa menos batida do campeonato – e que a ausência de Pedro Barbosa e João Pinto, castigados com o quinto cartão amarelo, se faça sentir lá na frente. Isso são migalhas atiradas ao vento, contas difíceis de antecipar, previsões para intelectuais. O que importa mesmo é comer a relva e para isso tanto faz jogar com JVP ou Barbosa. Além disso, se contra os turcos o eng. Santos pôs a jogar Paulo Bento quando já estava tudo perdido, agora é natural que Sá Pinto e Lourenço se convertam nos homens do momento, nem que o momento dure apenas 90 minutoss.
Afinal, também deveria ser esse o prazo de validade de Fernando Santos.
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