Penhora de bens na AF do Algarve

Um solicitador de execução de penhoras do Tribunal de Lisboa apresentou-se ontem à tarde na sede da Associação de Futebol do Algarve (AFA) para penhorar todos os bens desta instituição. A pedido da direcção da AFA anuiu em adiar a penhora até à manhã de hoje.

30 de novembro de 2005 às 00:00
Penhora de bens na AF do Algarve Foto: Carlos Almeida
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“Fomos confrontados com um auto de penhora, da autoria da Sonhando Organização de Viagens S. A. alegando uma dívida, devido a uma viagem ao Brasil, da Associação no valor de 93 318 euros, referente a um processo em que a AFA terá sido condenada mas que é totalmente desconhecido da actual direcção”, garantiu Carlos Pereira, vice-presidente da AFA, que não compreende como isso foi possível: “Segundo nos informou o advogado de João Gomes, presidente da AFA na altura dos factos, a Associação foi condenada em 1.ª instância mas recorreu para o Tribunal da Relação”. Carlos Pereira só não percebe como “não há qualquer factura, nem processo na Associação, o que demonstra uma negligência grosseira no tratamento deste caso”, disse.

Viegas Ramos, presidente da AFA, disse que o executivo vai tentar resolver o problema: “Não temos dinheiro, mas teremos de arranjar uma solução, com uma garantia bancária ou outra estratégia, pois basta ficarmos sem os computadores para o futebol algarvio parar”, garante o dirigente, que afirmou que João Gomes ainda não regularizou os 3.000 euros dos bilhetes do Portugal-Inglaterra, disputado em 18/2/94, que requisitou e que não pagou alegando que os ofereceu a várias individualidades, nem os cheques do Olhanense, por si assinados quando era presidente deste clube, devolvidos por falta de provisão e que “estão no cofre da AFA”.

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João Gomes garante não ter sido constituído arguido em nenhum processo, nem ter sido ouvido pela PJ e afirma que “não teve qualquer tipo de relação comercial com aquela agência de viagens pelo que recusa a dívida responsável por esta penhora dos bens da AFA”.

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