"Nem sei onde é Alcochete": Pinto da Costa após ser ouvido em tribunal
Decorre esta terça-feira 32.ª sessão de julgamento do ataque à academia do Sporting.
O presidente do FC Porto, Pinto da Costa, está a ser ouvido, esta terça-feira, como testemunha no julgamento da invasão à academia do Sporting, em Alcochete, que está a decorrer no tribunal de Monsanto, em Lisboa. Esta é a 32.ª sessão de julgamento.
Pinto da Costa está a ser ouvido por videoconferência - a pedido do dirigente do FC Porto - na qualidade de testemunha arrolada pela defesa de Bruno de Carvalho, presidente do clube lisboeta à data dos factos.
Durante a manhã ocorreu a audição de Carlos Vieira, vice-presidente da Direção do Sporting, na presidência de Bruno de Carvalho, Eduardo Barroso, antigo presidente da Mesa da Assembleia Geral do clube de Alvalade, João Trindade e José Carlos Estorninho, antigos conselheiros do SCP, e José Ribeiro, ex-assessor da SAD do SCP.
Será ainda ouvido Jorge Fonseca, campeão mundial de judo e atleta do SCP. A inquirição dos pais de Bruno de Carvalho está também prevista para a tarde desta terça-feira.
Acompanhe ao minuto 15h37 -
Sérgio Costa continua ser questionado e revela ter falado com o Jorge Jesus, porque tinha ido lá [à Academia] "para ver um treino".
"Tinha a cara tapada quando entrou no edifício?", pergunta a juíza. O arguido responde que "só tinha o capuz" quando estava a falar com Jorge Jesus.
15h25 - 15h11 -
Depois do ataque "houve um achincalhamento que fez o crime ainda mais hediondo", diz relembrando o que foi dito na altura pelo Presidente da República e por Ferro Rodrigues: "aquilo que Marcelo Rebelo de Sousa e Ferro Rodrigues disseram é algo que nunca me passaria pela cabeça. Ferro Rodrigues Nem sabia o que efetivamente tinha acontecido".
"O Bruno continua a amar o Sporting", garante. 14h59 -
O advogado questiona o progenitor sobre como estava o filho na altura das publicações no Facebook. Rui de Carvalho diz que o filho "não estava a perceber bem o que se passava".
Rui de Carvalho refere ainda os vários jantares que eram feitos com jogadores que eram como "uma família". "E de um dia para o outro desaba o céu. Isto não dá para uma pessoa ficar furiosa, mas triste", continua.
"Quem conhece o Bruno sabe que essa de lançar a toalha do chão não existe", explicou Rui de Carvalho, acrescentando que quando o filho quer as coisas, "faz tudo".
"Em algum momento podia tomar uma atitude de cintura jogadores?", questiona o advogado. Pai de Bruno de Carvalho defende o filho dizendo que o "Bruno nunca seria capaz. Eu conheço o meu filho. O Bruno sempre mostrou uma humanidade excecional. Quem ganharia com isto? Ele é inteligente para perceber que perderia".
14h57 -
Ao longo do seu discuro, o atual presidente do FC Porto referiu ainda que "sinceramente não percebi bem porque é que vim cá". 14h53 -
Advogado questiona o pai do ex-presidente do SCP se falou com ele sobre as publicações no Facebook. 14h41 -
Pinto da Costa está a ser questionado pelo advogado de Bruno de Carvalho, Miguel Fonseca. "Há quantos anos é presidente?", pergunta. Presidente dos Dragões responde que "em abril faz 38 anos".
O interrogatório continua: "A seguir a João Rocha, ficou-lhe na memória algum presidente?". Pinto da Costa refere que sempre teve "excelentes ligações com todos".
Começam agora as perguntas sobre a invasão a Alcochete. "Tem ideia disso?", pergunta Miguel Fonseca.
Ao longo da sua resposta, Pinto da Costa revela que "havia um ambiente que nunca percebi bem. Porque tinha tido 90% dos votos e, de repente, já não o queriam como presidente". 14h18 -
Bruno de Carvalho "está de cama". 13h50 -
À chegada, Pinto da Costa começou por dizer que está ali presente para responder ao que lhe perguntarem. O presidente dos Dragões foi ainda questionado sobre o caso Marega.
12h00 - 11h09 -
"Foi um monólogo?", questiona o coletivo. "Não, foi uma conversa", diz Carlos Vieira, revelando que nesta reunião foi falado que Jorge Jesus já não seria treinador dos leões na próxima época.
"Falaram sobre o dia seguinte?", questionam. "Houve um entendimento que seria melhor adiar o treino para a tarde. Por sugestão do Raul José", explica.
Carlos Vieira abordou igualmente a situação das publicações no Facebook. Sobre isto, o vice-presidente do clube dos leões disse que Bruno de Carvalho se 'deu à morte': "Havia um mal estar entre os jogadores e o treinador e ele decidiu, por assim dizer, 'dar-se à morte', para ser ele o mau da fita". Estas declarações foram feitas a propósito da publicação de Bruno de Carvalho a seguir ao jogo de Madrid e da chamada em direto para a CMTV. 11h00 -
"Está cumprido um dever cívico. Respondi às perguntas que me fizeram", disse. Questionado sobre se acredita na inocência de Bruno de Carvalho, o médico referiu apenas que o "o problema da inocência" nada tinha a ver com e ele, que isso era algo que diz respeito ao tribunal.
Barroso abordou ainda os recentes acontecimentos associados a Marega, o jogador do FC Porto alvo de insultos racistas durante um jogo frente ao V. Guimarães.
O médio afirmou prestar a sua "solidariedade" e criticou ainda aquilo que tem sido dito sobre o assunto por vários "comentadores desportistas xenófobos, racistas". 10h41 -
"Se eu soubesse que ele podia ser o mandante desta atrocidade, eu não estaria aqui", responde Eduardo Barroso.
Ainda antes de terminar a sua inquirição, a história das publicações de Bruno de Carvalho no Facebook foi abordada.
"Na altura dos posts (publicações), nós tentámos parar aquela espiral. Alertei-o para erros graves que estava a cometer, ele estava a entrar numa espiral de destruição". 10h38 -
O médico relembra ainda que conheceu Bruno de Carvalho "antes das eleições de 2011". "Foi ter comigo a casa um dia às, 19h00. Ficou em minha casa até às 04h00. Não o conhecia de lado nenhum", revela acrescentando que recebeu mais tarde um convite para concorrer à presidência da Mesa da Assembleia Geral. 10h26 -
Advogado de Bruno de Carvalho, Miguel Fonseca, é que está a fazer as questões. Começa por questionar Barroso sobre uma frase proferida após o ataque.
"Só descansam quando ele [Bruno de Carvalho] estiver preso ou morto": o médico recorda ter dito isto depois do ataque, acrescentando que na Comunicação Social os comentadores "falavam mal" do ex-presidente dos verdes e brancos. 10h22 - 10h03 -
José Ribeiro recorda que Jorge Jesus "não queria que Bruno fosse à Academia", mas depois de o presidente "ainda ponderar", acabou por ir com André Geraldes. 09h56 -
Ao longo do julgamento, que começou em 18 de novembro de 2019 e decorre no tribunal de Monsanto por questões de logística e segurança, já foram ouvidas mais de 60 testemunhas.
O processo tem 44 arguidos, acusados da coautoria de 40 crimes de ameaça agravada, de 19 crimes de ofensa à integridade física qualificada e de 38 crimes de sequestro, todos estes (97 crimes) classificados como terrorismo.
Bruno de Carvalho, 'Mustafá', líder da Juventude Leonina, e Bruno Jacinto, ex-oficial de ligação aos adeptos do Sporting, estão acusados de autoria moral de todos os crimes ligados ao ataque que aconteceu a 15 de maio de 2018..
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