Porto paga duas vezes a defesa
Adelino Caldeira está em Nyon, na Suíça, para tratar do recurso do FC Porto.O administrador da SAD é o responsável pela área jurídica, mas está presente também na qualidade de advogado da empresa que presta serviços ao clube. Em Nyon, lidera ainda uma equipa de especialistas contratada por essa mesma sociedade, a Gil MoreiradosSantos, Caldeira, Cernadas & Associados.
Adelino Caldeira foi um dos principais responsáveis para que o FC Porto não recorresse no caso da condenação da Liga de Clubes – quetevecomoconsequênciao afastamentodaLigamilionária. Pinto da Costa já assumiu como sua a decisão, mas entre os portistas a principal culpa é atribuída ao departamento jurídico.
O administrador, que chegou a estar proibidodecontactarPintoda Costa quando este foi detido para primeirointerrogatóriojudicial, em Dezembro de 2004, é também advogado do líder portista nas acções criminais que decorrem no âmbito do ‘Apito Dourado’. Nesse caso, a defesa é custeada pelo clube, e não pela SAD, desconhecendo-se os montantes envolvidos.
O FC Porto tem agora mais oito dias para consolidar a sua contestação noComité de Apelo da UEFA, sendo que, no caso de nova decisão contrária às intenções azuis--e-brancas, se seguem mais dez dias para anunciar aoTribunal Arbitral doDesporto a sua vontade de voltar a recorrer.
Entretanto, o porta-voz da UEFA, Michael Gaillard, veio ontem reafirmar a imparcialidade do órgão responsável pela exclusão dos dragões da Champions.'O Comité de Controlo e Disciplina tem absoluta independência para tomar as suas deliberações, que não estão nem nunca estarão vinculadas ao Comité Executivo ou a qualquer outro órgão da UEFA',disse Gaillard à Agência Lusa, numa resposta a GilbertoMadaíl, presidente da Federação, que pediu à UEFA igualdade de tratamento do FC Porto em relação ao Calciocaos.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt