Prodígio Seixas tornou-se no mais jovem ciclista a conquistar a Volta a Lombardia
Francês conquistou o seu primeiro 'Monumento' com apenas 20 anos e sucedeu simbolicamente no palmarés ao ausente Tadej Pogacar.
Paul Seixas (Decathlon) tornou-se este sábado no mais jovem ciclista a vencer a Volta a Lombardia, com o francês a conquistar o seu primeiro 'Monumento' com apenas 20 anos e a suceder simbolicamente no palmarés ao ausente Tadej Pogacar.
Seixas isolou-se a 18 quilómetros do final e cortou a meta em solitário, no final dos longos 239 quilómetros entre Bérgamo e Como, que cumpriu em 5:49.28 horas, somando o seu primeiro 'Monumento' e demonstrando que as esperanças depositadas em si não são manifestamente exageradas.
Após a desilusão sofrida nos Mundiais, o francês, que cumpriu 20 anos em 24 de setembro, tornou-se este sábado o mais jovem ciclista a vencer 'Il Lombardia', na sua 120.ª edição, destronando o italiano Giovanni Gerbi, que ganhou a edição inaugural, em 1905, com 20 anos e 161 dias.
"É de loucos. Ainda não me apercebi do que fiz. [...] Tive ótimas pernas, tinha a sensação de que hoje ia ser um grande dia", revelou o prodígio gaulês, admitindo que a maior vitória da sua carreira "parece um sonho".
Em segundo, como em 2022, ficou o 'renascido' Enric Mas (Movistar), com o campeão da Vuelta2026 a gastar mais 48 segundos e a relegar Giulio Ciccone para o terceiro lugar. O italiano, que também fechou o pódio em 2024, ficou a 1.05 minutos de Seixas.
Principal favorito, depois de ter sido segundo atrás de Pogacar nas duas edições anteriores, Remco Evenepoel (Red Bull-BORA-hansgrohe) foi apenas quarto, a 1.20 minutos, batendo ao sprint o campeão do mundo Brandon McNulty (UAE Emirates).
O último dos cinco 'Monumentos' da temporada começou 'atrasado', devido a um protesto dos ciclistas contra os sucessivos incidentes com veículos que invadem as corridas, após uma semana em que estes se repetiram, felizmente sem o desfecho trágico do ocorrido na Volta a Portugal -- Finlay Tarling, que morreu aos 19 anos durante a oitava etapa da prova portuguesa, foi evocado por Evenepoel, nomeado porta-voz do pelotão.
O momento 'ofuscou' a despedida de Bauke Mollema, Pello Bilbao ou Ion Izagirre, mesmo com o pulso partido, três 'clássicos' do pelotão que hoje colocaram um ponto final na sua carreira profissional.
Tal como nos Mundiais, a ausência do recordista Pogacar, vencedor das cinco últimas edições, tornou mais incerta a 'clássica das folhas caídas', animada por uma fuga em que se destacavam Antonio Tiberi (Bahrain Victorious), Ben O'Connor (Jayco AlUla), Victor Campenaerts (Visma-Lease a Bike), George Bennett (NSN) ou Louis Vervaeke (Soudal Quick-Step).
Na subida a Madonna del Ghisallo, atacou Matteo Jorgenson, com a reação imediata a pertencer a Quinn Simmons (Lidl-Trek) e a McNulty, os companheiros da seleção norte-americana que trabalharam na perfeição no Mundial para oferecer o triunfo ao ciclista da UAE Emirates.
A aceleração do corredor da Visma-Lease a Bike apanhou de surpresa os restantes favoritos, nomeadamente a Red Bull-BORA-hansgrohe, que assumiu a perseguição e anulou a iniciativa menos de duas dezenas de quilómetros depois.
A 20 quilómetros da meta, surpreendentemente a fuga continuava a resistir, mas acabou finalmente na subida a Civiglio, quando Evenepoel descolou.
O 'culpado' da seleção entre os candidatos foi Seixas, que se isolou quando faltavam 18 quilómetros para o final.
Menos de uma semana depois de perder o título europeu para Evenepoel por milímetros e no dia em que se despedia da Lidl-Trek, Giulio Ciccone aliou-se ao vencedor da Vuelta2026 para perseguir o jovem francês, que só foi aumentando a vantagem para o duo.
Na derradeira subida, Mas libertou-se de 'Cicco', que ainda teve os perseguidores a poucos segundos, mas acabou por segurar o lugar no pódio, para deceção do duplo campeão olímpico.
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