Queiroz fala em chantagem
Carlos Queiroz acusou o empresário iraquiano radicado em Portugal Salem Alwan Jawad de tentativa de extorsão e de chantagem. Tal com o CM noticiou em Maio, o agente interpôs uma acção no Tribunal de Oeiras, em 2000, contra Queiroz, reclamando cerca de 50 mil dólares relativos a uma comissão de dez por cento sobre os salários do treinador na selecção dos Emirados Árabes Unidos (EAU).
O processo continua parado no Tribunal pela impossibilidade de ouvir duas testemunhas de Jawad. Mas a semana passada, o advogado de Jawad, Pedro Brogueira Martins, enviou uma carta ao Manchester United apelando ao presidente do clube para interceder junto do treinador adjunto de Alex Ferguson. Contactado pelo CM, Queiroz mostra-se indignado: “Esse senhor está a fazer chantagem através da Imprensa, está a aproveitar o facto de eu ser uma figura pública para tentar extorquir dinheiro.”
Queiroz pagou a Jawad 45 mil dólares relativos ao primeiro ano de contrato, mas o agente reclama 57 mil pelo segundo ano. O técnico, recorde-se, foi demitido a meio desse segundo ano. “Não queriam pagar indemnização e tentei ir para Tribunal, mas naquele país isso é impossível. Fiz queixa à FIFA, mas eles enganaram o delegado da FIFA. Fui obrigado a aceitar um acordo desvantajoso e tive de pagar do meu bolso à restante equipa técnica [Toni, Rolão Preto, Meszaros, entre outros]. Ainda quis pagar ao sr. Jawad cerca de 35 mil dólares, mas ele não aceitou. É curioso que na carta ao Manchester ele reclame 25 mil dólares e no Tribunal 50 mil.”
Jawad garante que vai apresentar uma queixa-crime contra Queiroz: “Ele mentiu ao Tribunal, disse que não tinha recebido o segundo ano. A queixa-crime vai seguir”, disse ao CM.
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