Ricardo Costa nega "circo" e pede "que se investigue" episódio na Dragão Arena

Treinador de andebol do Sporting relatou a sua versão dos acontecimentos, garantindo ter-se sentido mal e recebido aconselhamento médico.

02 de abril de 2026 às 23:18
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O treinador de andebol do Sporting, Ricardo Costa, reiterou esta quinta-feira não ter existido "circo" no incidente no balneário da Dragão Arena antes do clássico com o FC Porto e pede "que se investigue" o ocorrido.

"Não fizemos circo nenhum, sentimo-nos efetivamente mal. Agora, que se investigue o que aconteceu porque eu não sou polícia, não trabalho no Ministério Público, não faço ideia, sei o que me aconteceu, tive um problema de saúde, não pude ir a jogo, é o que eu sei, não sei mais nada", comentou o técnico, na conferência de imprensa que se seguiu ao triunfo do Sporting sobre os polacos do Wisla Plock (33-29), no Pavilhão João Rocha, em Lisboa.

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Após a partida, para a primeira mão do play-off de acesso aos quartos de final da Liga dos Campeões, Ricardo Costa fez uma defesa da honra e integridade dos seus atletas e de si próprio.

“Para mim, há duas coisas muito sagradas da minha vida: primeiro, a minha família; segundo, os meus atletas, e colocar-me a mim em causa, quando me acusam de que abandonei os meus atletas… podem chamar-me de tudo, ando há 30 ou 40 anos no desporto, já me insultaram em muitos pavilhões, é normal e convivo bem com isso. Não convivo bem com ataques à minha integridade e não desejo a ninguém o que eu passei, mas cá estamos”, salientou o responsável ‘leonino’.

Ricardo Costa relatou a sua versão dos acontecimentos, garantindo ter-se sentido mal e recebido aconselhamento médico para não permanecer no recinto e ser transportado ao hospital.

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“Entrei no balneário e, passado 40 segundos, saí, senti-me muito mal. Pedi ajuda, enviaram os bombeiros, disseram-me ‘vamos para o hospital’ e eu fiquei dentro de uma ambulância, onde estava com a médica, passaram pessoas por mim, que disseram ‘vai jogar’ e eu disse: ‘Carlos Carneiro [diretor para o andebol do Sporting], eu não tenho condições de tomar decisões, lamento. O que vocês decidirem, para mim está bem decidido”, revelou o técnico sportinguista.

O treinador de 49 anos garantiu, desta forma, não “estar em condições” de se apresentar em jogo e lamentou ter visto o seu profissionalismo em causa, tendo utilizado um dos jogadores afetados, Christian Moga, como exemplo.

“Eu não queria jogar, não estava em condições. Falei com a médica e perguntei: ‘posso ir’? Ela respondeu-me ‘você quer que lhe dê um ataque cardíaco?’ e eu disse-lhe que não. Colocar em causa o Moga, que não sei se vocês sabem de onde é, não sabem o que se passa no Congo, é um guerreiro, um lutador, jamais fazia um exercício de circo”, vincou o responsável máximo pelo emblema de Alvalade.

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