Salários da SAD do Sporting disparam 241%
Custos com pessoal atingem um máximo de 19,1 milhões de euros entre julho e setembro.
A Sporting SAD fechou o primeiro trimestre da época 2017/18 com um lucro de 24,7 milhões de euros, um recuo significativo face aos 62,9 milhões da época transata.
A subir estiveram as receitas operacionais, que atingiram os 34,8 milhões de euros (mais 2,6 milhões do que no período homólogo), e os custos, que chegaram aos 26,9 milhões de euros (crescimento de 2,3 milhões de euros). O grande destaque são os gastos com pessoal, que registaram um novo recorde: 19,1 milhões. Ou seja, mais de 71% do total de custos operacionais.
Se compararmos com o mesmo período da temporada passada, o aumento é de 27% - mais de quatro milhões -, mas se a análise for feita com os meses de julho a setembro de 14/15 (a 2ª época de Bruno de Carvalho como líder da SAD), o aumento atinge os 241%.
Após tomar posse, em 2013, o presidente dos leões fez um corte substancial de custos, que atingiu o seu expoente em 14/15. Nessa temporada, os salários no 1º trimestre foram de 5,6 milhões, número que tem vindo a disparar de ano para ano: 11,7 milhões em 15/16, 15,1 milhões em 16/17 e 19,1 milhões esta época. Contas feitas, são 6,4 milhões mensais.
Mais do que as SAD do Benfica e FC Porto gastaram por mês na época passada (águias e dragões não publicam contas trimestrais).
Menos vendas, menos lucros
No período homólogo, a sociedade tinha obtido um resultado positivo de 62,9 milhões de euros. Nesse trimestre, os leões faturaram 74,5 milhões com as alienações de João Mário (Inter de Milão), Slimani (Leicester) e Naldo (Krasnodar), que geraram uma mais-valia de 58,8 milhões.
Ou seja, o lucro caiu proporcionalmente à quebra nas receitas de vendas.
PORMENORES
Créditos de 30 milhões
O Sporting já recebeu créditos de cerca de trinta milhões de euros do contrato de venda dos direitos televisivos, através de um contrato de factoring realizado com os bancos.
Dívida bancária
O relatório e contas indica uma dívida bancária total de 125 milhões de euros (116 milhões em financiamentos bancários e nove de locação financeira).
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