Sporting em crise sem fim à vista
Leões perderam quarto jogo consecutivo.
Vários erros e má fortuna. Na casa do Club Brugge, que mais parecia a casa das bruxas, o Sporting voltou a perder, pela quarta vez consecutiva, e agravou um momento de profunda crise. Para piorar a situação, não se vê a porta por onde escapar a esta fase, onde tudo o que pode correr mal, acaba mesmo por correr mal.
Verdade se diga, a sorte também não quer nada com João Pereira. Lesões (Inácio, antes do jogo, juntou-se à lista negra), lapsos de arbitragem, autogolos, tudo acontece. Mas não é menos certo que a equipa e o treinador também dão tiros nos pés. Todo este caldo resulta numa total falta de confiança.
O Sporting até entrou bem no jogo. Marcou aos três minutos, numa recarga de Catamo após remate ao poste de Maxi Araújo e a equipa ficou aparentemente confortável. Com bola, o conjunto leonino revelava segurança, sem ela, forçava o adversário ao erro. Só aos 18’, o Brugge rematou à baliza do Sporting e sem perigo. Mas aos 24’, no segundo ligado de ataque, os belgas chegaram ao empate, naquele que foi o primeiro infortúnio de Eduardo Quaresma. E da equipa. A bola rematada por Tzolis ia sem a direção certa, mas a canela do central traiu Israel.
A reação foi pronta. Maxi Araújo ganha posição, é derrubado, o árbitro marca penálti, mas o VAR atira o castigo para fora da área. Segunda contrariedade. A desdita ainda não tinha acabado. Antes ainda do intervalo, Quaresma sai lesionado num lance em que Tzolis deveria ter sido expulso.
A dinâmica que por largos momentos, na primeira parte, criou a ilusão da redenção na equipa leonina ficou no balneário. Para a segunda metade, o Sporting surgiu mais intranquilo, mais instável. Teve momentos de boa circulação de bola, mas faltou consistência como equipa. Impunham-se mexidas mais cedo. Mas faltavam opções no banco. O empate, dadas as circunstâncias, ganhou cara de bom resultado. Mas ainda faltava a estocada final, com o erro coletivo (sobretudo de posicionamentos) do qual resultou o segundo golo do Brugge e a derrota. A crise segue dentro de momentos.
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