Vasco da Gama: 16 mil na corrida da ponte
O atleta queniano Silas Sang venceu ontem a Meia Maratona de Portugal – que teve 16 mil participantes –, com o tempo de 1:01.13 horas, e repetiu os triunfos de 2008 e 2009.
Silas Sang chegou à liderança ao quilómetro 19, depois de a corrida ter sido comandada até essa altura pelo seu compatriota Silas Kipruto, que ‘estoirou’ e, nos últimos três quilómetros, limitou-se a arrastar-se até à meta terminando no 15º lugar e com grandes dificuldades físicas.
"Estou muito feliz por estar aqui pela quarta vez e conseguir vencer pela terceira. Lisboa é uma cidade abençoada para mim", afirmou o vencedor da prova. "Estava muito confiante na vitória, estive sempre focado no primeiro lugar. A partir do quilómetro 16, comecei a encurtar a distância para a frente da corrida e depois foi só manter o nível", afirmou Silas Sang.
No sector masculino, o pódio foi completado pelos também quenianos Lucas Rotich (1:01.38) e Benson Olanakeri (1:02.19). Hermano Ferreira (Conforlimpa) foi o melhor português na prova, ao garantir o sétimo lugar (1:03.56). Já Luís Feiteira fechou o top ten com o tempo de 1:04,33.
Numa corrida que contou com a participação de cerca de 16 mil atletas, o domínio dos atletas do Quénia foi avassalador, com sete lugares nos dez primeiros no sector masculino.
Na competição feminina, oito quenianas conseguiram terminar no top ten, onde as portuguesas Dulce Félix e Anália Rosa foram as intrusas. Mary Keitany venceu a competição com grande facilidade, obtendo um novo recorde da prova (1:07.54), depois de se ter isolado nos quilómetros iniciais. A segunda classificada ficou a mais de um minuto.
"Estou muito feliz por estar aqui e por ter vencido, apesar de as condições climatéricas serem difíceis devido ao calor. Agora vou preparar-me para a maratona de Nova Iorque. Não sei se posso voltar a Portugal em Março", afirmou a atleta.
O pódio feminino também foi todo queniano, com Helena Kiprop (1:08.57) a conseguir a segunda posição, enquanto Caroline Kilel (1:10.03) foi a terceira. Dulce Félix foi a melhor portuguesa, conquistando o nono lugar (1:13.34), enquanto Anália Rosa fechou o lote das dez primeiras (1:14,44).
DISCURSO DIRECTO
"A PROVA É DEMASIADO LONGA PARA MIM": Oscar Pistorius, atleta amputado das duas pernas
Correio da Manhã – É padrinho da Meia--Maratona de Portugal. Gostou da prova?
Oscar Pistorius – Gostei bastante, é um prazer estar aqui. Foi uma oportunidade fantástica para vir conhecer Portugal.
– Foi a primeira vez? Gostou do país?
– Sim. Fiquei bastante impressionado com Portugal. É um País belíssimo!
– Acha que poderá voltar para competir?
– Vou tentar fazê-lo em breve, até porque as pessoas aqui são muito simpáticas.
– Ao ver tanta gente a correr, não lhe apetece participar?
– Não, não (risos). É uma prova demasiado longa para mim, não aguentava esta distância. É muito longe mesmo! Fico--me pelos 400 metros (risos).
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt