Velho Aimar resolveu jogo do galo

Noite muito complicada do Benfica, perante um adversário motivado e com enorme rigor táctico, foi resolvida pela categoria individual após a entrada de Pablo Aimar. A ‘velhice’ do agora barbudo líder do Benfica resolveu pela sabedoria o ‘jogo do Galo’ complicadíssimo que Paulo Alves montou no relvado da Luz.<br/><br/>

23 de janeiro de 2012 às 01:00
BENFICA, GIL VICENTE, JOGO, LIGA, FUTEBOL Foto: Bruno Colaço
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A pressão exercida pelo Gil Vicente manteve o Estádio da Luz em suspenso mais de uma hora, sempre com dez jogadores atrás da linha da bola mas sem deixar de ameaçar a baliza encarnada, revelando um avançado, português, com muita qualidade (Hugo Vieira).

Logo na primeira parte, o Benfica raramente conseguiu chegar à área, adiantando-se no marcador num livre de Nolito para Cardozo, cuja movimentação na área enganou uma única vez os centrais minhotos. No entanto, o Gil Vicente ainda conseguiu repor a igualdade, também na sequência de um canto, com um pontapé fulminante do brasileiro Rodrigo Galo, atirando para o segundo tempo a resolução de um problema que, embora difícil, nunca chegou a enervar Jorge Jesus nem a equipa.

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No entanto, os minutos iam passando e oportunidades de golo nem vê-las. Ou melhor: houve uma flagrante, mas nos pés de Hugo Vieira, salva por Artur com uma defesa extremamente valiosa (48’). Para a derradeira meia hora, Jesus lançou Aimar, afastado há um mês, e logo as diferenças começaram a sentir-se no eixo central. Com a saída de Javi García, o Benfica subiu os 20 metros que lhe faltavam e os golos apareceram.

Dois golos em dois minutos, num golpe de sorte de Rodrigo, cujo remate de longe foi desviado por Halisson, traindo Adriano, e depois por Aimar, infiltrando-se pelo centro para aproveitar nova assistência de Nolito.

'EL MAGO' DEU ALMA NOVA A ÁGUIA EM DEPRESSÃO

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Artur – Entre azares, como no desvio que permitiu a Rodrigo Galo marcar um golo monumental (40’), e sobressaltos (grande defesa a remate de Hugo Vieira 48’) que enfrentou, evitou que o Gil conseguisse a reviravolta no marcador.

Maxi – Bem tapado por Luís Manuel e Caiçara, teve poucas oportunidades de subir e o nervosismo levou-o a pecar em individualismos.

Luisão– Enfrentou muito mais dificuldades do que seria de esperar, frente à mobilidade dos avançados do Gil.

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Garay – Sentiu dificuldades no regresso à competição, após paragem de duas semanas.

Emerson – Deu sinais de melhoria nas últimas exibições e ontem voltou ao papel de operário. Dele, não esperem que decida jogos.

Javi – Nunca acertou com a posição e faltou-lhe muitas vezes linhas de passe.

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Witsel – O belga jogou a passo quando a equipa precisava de velocidade e condicionou toda a equipa com essa apatia. Subiu ligeiramente de rendimento na segunda parte.

Gaitán – O argentino está muito longe do jogador brilhante que é e voltou a ficar aquém das expectativas.

Nolito – Desta vez apanhou pela frente um adversário que não lhe concedeu espaços, mas voltou a ‘fabricar’ duas assistências.

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Rodrigo – Golo resultou de um lance de sorte, mas se não mostrou mais foi porque passou muito tempo sem bola .

Cardozo – Estava inspirado, marcou um golo madrugador, mas também ele pagou pela apatia dos médios.

Bruno César – Entrou bem, beneficiando do facto de ter sido lançado na melhor fase do jogo da sua equipa.

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Luís Martins – Sem tempo.

AIMAR – Entre a carga simbólica que a sua entrada representou e o golo que colocou a equipa a salvo de surpresas, provou ser um elemento transcendente neste Benfica.

RODRIGO QUASE IA DANDO GALO

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Há muito que um adversário não causava tantas dificuldades aos encarnados, no seu reduto, como este Gil Vicente.

Os galos trouxeram a lição bem estudada, cortaram as asas à águia e não concederam espaços no miolo, jogando também sempre em antecipação. Os centrais Halisson e Cláudio foram muito ofensivos e Hugo Vieira foi outro quebra-cabeças para Artur e companhia. Rodrigo Galo marcou um grande golo num remate portentoso.

"LIGA AINDA NÃO É UMA LUTA A DOIS"

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"A Liga ainda não é uma luta a dois [Benfica e FC Porto]. O Sp. Braga e o Sporting ainda têm uma palavra a dizer", disse Jorge Jesus no final da partida com o Gil Vicente.

Em relação à partida, o técnico encarnado reconheceu as dificuldades que a equipa sentiu face a um adversário "extremamente difícil". Ainda assim, Jesus disse que não faltou à equipa "intensidade e qualidade", nomeadamente nos primeiros 45’.

O treinador das águias voltou a elogiar a equipa gilista, afirmando que as dificuldades sentidas pelos seus jogadores se deveram ao "mérito do Gil Vicente e não demérito dos jogadores".

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Jorge Jesus substituiu Gaitán, mas negou que o argentino esteja a atravessar um mau momento. "Esteve muito bem, mas precisávamos de outros movimentos ofensivos, por isso modificámos", observou o treinador.

BRUNO CÉSAR ERA O CONDUTOR

Bruno César era o condutor do Nissan GT-R em que o médio ofensivo dos encarnados e o seu companheiro de equipa Jardel sofreram um aparatoso acidente na noite de quinta-feira. Após ter afirmado à polícia que era ele quem estava ao volante, o vendedor do stand de automóveis proprietário do veículo alterou a sua versão e confirmou à PSP ser Bruno César o condutor. Confirma-se assim a versão que o CM defendeu desde o início e que alguns círculos desmentiam. O Nissan ficou completamente destruído, mas os jogadores saíram ilesos.

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