page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Refúgio Proibido Um refúgio. Dois corações. Mil segredos.

Lille campeão francês uma década depois com influência portuguesa

Líder da prova no arranque da ronda, o Lille apenas dependia de si para vencer o campeonato e cedo se adiantou no marcador.

23 de maio de 2021 às 23:03

O Lille sagrou-se campeão francês de futebol pela quarta vez na sua história, uma década depois do último cetro, numa caminhada para a qual contribuíram quatro jogadores lusos, dois deles com 'passaporte' para o Euro2020.

O experiente 'capitão' José Fonte comandou o setor recuado do Lille Olympique Sporting Club Métropole (LOSC), sendo titular em 36 das 38 jornadas e conseguindo três golos, para o seu primeiro título de campeão em qualquer país, aos 37 anos.

A carregar o vídeo ...

Adeptos do Lille saem à rua para celebrar conquista do campeonato francês

O internacional luso liderou a defesa menos batida da prova, com 23 golos, contra 28 do Paris Saint-Germain e 40 do Rennes, tendo essa sido a grande virtude do novo campeão, que repetiu os títulos de 1945/46, 1953/54 e 2010/11.

Por seu lado, Xeka esteve em 33 jogos (11 como titular) e Renato Sanches - em mais uma época prejudicada por lesões, que não inviabilizaram a sua convocação para o Euro2020, junto com Fonte - em 24 (14), ambos com um golo marcado, enquanto o defesa Tiago Djaló contribuiu em 17 encontros (oito).

Em termos individuais, também foram determinantes o guarda-redes Mike Maignan, único totalista da equipa (3.420 minutos), o central holandês Sven Botman, o médio Benjamin André ou o avançado Jonathan Bamba.

No que respeita aos golos, 'departamento' em que o Lille ficou muito longe do Paris Saint-Germain (64 contra 86), liderou o turco Burak Yilmaz, com 16, em 27 jogos, contra 13 do canadiano Jonathan David e sete do seu compatriota Yusuf Yazici.

A formação do norte de França, bem mais perto de Bruxelas do que de Paris, pautou o seu trajeto por ter predominado nos confrontos diretos com os outros candidatos (PSG, Mónaco e Lyon) e pelo escasso número de derrotas (três).

O conjunto de Christophe Galtier, técnico de 54 anos, somou quatro pontos frente a todos os principais oponentes, com triunfos em casa face a monegascos e em reduto alheio frente ao Paris Saint-Germain e o Lyon.

Estas duas vitórias fora foram, aliás, muito marcantes no trajeto do LOSC, a primeira face aos vencedores das últimas duas edições da prova e de sete das derradeiras oito, um 1-0 no Parque dos Príncipes que encarrilou, em definitivo, o cetro.

À 31.ª jornada, na ressaca e de um 0-3 sofrido no mesmo local para os oitavos de final da Taça de França e de uma 'dolorosa' derrota na receção ao Nîmes (1-2), que custou a queda para o segundo lugar, ainda que em igualdade pontual com os parisienses, o Lille mostrou fibra de campeão na capital.

Em 03 de abril, frente a um conjunto que para variar até contou em simultâneo com Neymar e Mbappé, o que não aconteceu muitas vezes, o Lille soube sofrer e ganhou com um golo em contra-ataque, iniciado por Renato Sanches e concluído por Jonathan David, servido na direita por Jonathan Ikone.

O Lille afirmou-se no mais complicado dos palcos e, 22 dias depois, em 25 de abril, voltou a mostrar que merecia sagrar-se campeão, com um triunfo em Lyon, por 3-2, depois de estar a perder por 2-0 -- na I Liga lusa, em 306 jogos, ninguém o conseguiu.

Fonte foi infeliz de início, deixando-se antecipar pelo ex-leão Slimini no 0-1 e marcando na própria baliza o 0-2, mas, então, Burak Yilmaz mostrou que, aos 35 anos, ainda era capaz de, 'a sós', decidir um encontro, neste caso um campeonato, já que mesmo o empate devolvia a equipa ao segundo posto.

Nos descontos da primeira parte (45+1 minutos), o turco marcou num espetacular livre direto, sem hipóteses para Anthony Lopes, depois fez a assistência para o 2-2 de David (60) e, para acabar a 'faena', sentenciou com um 'chapéu' ao português (85).

Depois deste encontro, o Lille ainda 'soluçou', na receção ao Saint-Etienne, da 37.ª e penúltima ronda, mas, com o ponto conquistado, manteve-se com o destino nas mãos e sentenciou na última ronda, com uma vitória no reduto do Angers (2-1).

O Angers tinha sido, curiosamente, uma das três equipas, todas abaixo do 'top 10' a vencer o 'onze' de Galtier, então na 18.ª jornada (1-2 em Lille). Os outros desaires, igualmente 'estranhos', aconteceram em Brest (2-3), na 14.ª ronda, e na receção ao Nîmes (1-2), na 19.ª.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Boa Tarde

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8