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Correio da Manhã

Desporto
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A epopeia de Blake até derrotar Nadal

Depois de Andy Roddick ter sido eliminado na ronda inicial, James Blake passou a ser uma das grandes esperanças do público americano em ter um herói para esta 125.ª edição do Open dos EUA. A sua vitória sobre o número 2 mundial, Rafael Nadal, já os faz sonhar com outros cometimentos, embora nos quartos-de-final, tudo indica, terá Agassi pela frente.
5 de Setembro de 2005 às 00:00
É sabido que os americanos gostam de histórias de sucesso e James Blake, 49.º do ‘ranking’ mundial, teve um percurso recente com os condimentos para mexer com o público. Em Maio de 2004, estava ele a treinar para os ‘Internacionais’ de Itália, em Roma, quando numa queda aparatosa, partiu umas vértebras ao chocar com o poste da rede.
Encetou prolongada recuperação, mas teve outro choque com a morte do seu pai devido ao cancro no estômago. Logo a seguir ao funeral, Blake acordou numa manhã de Julho e descobriu que o lado esquerdo da sua face estava paralisado.
REFEITO PARA O SUCESSO
Tratava-se de um vírus que inclusive afectou o lado esquerdo da cara, afastando-o durante longo período dos ‘courts’, mais concretamente 18 meses, até porque os médicos levaram algum tempo a descobrir a origem da maleita.
Só em Janeiro passado foi capaz de regressar ao circuito, determinado em recomeçar tudo do início. Cortou o seu cabelo tipo rasta e, completamente calvo, começou a regressar ao seu melhor nível. “Estou claramente mais maduro, em vez de entrar em pânico e acusar demasiado os nervos, tenho confiança em mim e acabo por jogar o meu ténis”, explicou Blake, como tendo sido uma das chaves do seu sucesso sobre o espanhol Nadal. “Se este encontro ocorresse há três anos, não acredito que tivesse ganho”, concluiu Blake.
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