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Correio da Manhã

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“Agora vou desligar”

Vou descansar durante o fim-de-semana e desligar disto tudo", disse ontem Frederico Gil ao CM. A presente edição do Estoril Open já é passado para o melhor tenista português de todos os tempos, e por isso o mais provável é faltar à final do torneio, que se realiza amanhã. Ainda assim, confessa ficar a torcer pela vitória final de James Blake, o norte-americano que o eliminou na primeira ronda.
9 de Maio de 2009 às 00:30
Frederico Gil esteve ontem à tarde no Estoril Open e conversou com Isaltino Morais
Frederico Gil esteve ontem à tarde no Estoril Open e conversou com Isaltino Morais FOTO: Vitor Mota

Em tempo de balanço, Gil faz mais revelações. "É verdade que queria muito ganhar este torneio, mas estou consciente de que era muito difícil. Tenho os pés bem assentes na terra e já alguns anos de experiência para saber avaliar estas coisas", disse. Para já, Frederico Gil conquistou o título de campeão da popularidade. Uma situação nova na carreira, aos 24 anos. "Estou a habituar-me à fama, ao assédio das pessoas e da imprensa. Lidar com toda esta exposição é algo de novo para mim e para a minha família. A mudança é grande e estou a fazer uma aprendizagem diária", acrescentou.

Férias não estão nos planos imediatos. "Só terei dez dias de férias em Novembro", disse. Até lá é tempo de mais torneios e muitas horas de treino. Uma opção séria por uma carreira ao mais alto nível, que obriga a interromper o sonho de terminar o curso de Medicina.

"Tomei uma opção para esta fase da minha vida: quero ser jogador profissional. Mas não coloco de lado o curso superior. O meu pai apoia a minha carreira, mas diz-me para nunca abandonar os estudos. É o que pretendo fazer." Frederico Gil atingiu este ano um patamar nunca antes alcançado por um tenista português (68º do ranking mundial). Uma finta ao destino traçado por um médico, que quando Gil tinha dez anos lhe diagnosticou um tumor benigno no joelho direito e lhe disse que teria de abandonar o desporto.

BASTIDORES ANIMADOS

Mesas de snooker, máquinas de jogos ou mesas de pingue-pongue. As opções de distracção são várias no Players Lounge, o espaço reservado apenas aos tenistas e treinadores, mas no qual o Correio da Manhã teve acesso a imagens exclusivas.

É aqui que os atletas se refugiam do assédio da imprensa e dos adeptos e discutem estratégias antes das respectivas partidas ou treinos. O ambiente na tenda é animado e inclui ainda um restaurante, sofás e televisões para os tenistas descomprimirem dos jogos.

"ESPERO FICAR ATÉ DOMINGO": James Blake, tenista norte-americano

– Já está nas meias-finais. Acredita que pode chegar à final?

James Blake – Espero ficar aqui até domingo. Foi um bom encontro, mas amanhã [hoje] contra Davydenko será muito difícil.

– Sente-se em boas condições a jogar na terra batida?

– Estava com a confiança em baixo, mas sempre senti que me podia dar bem na terra batida. Fiz um esforço para me reencontrar.

– Teve de mudar muito a sua forma de jogar?

– Houve ajustamentos. O maior deles foi o movimento, mas também tive de habituar-me aos pontos longos.

– A tradição do Estoril diz que quem vence Frederico Gil chega à final...

– É bom saber. Espero continuar a tradição. Ele é um grande jogador e sabemos que quando o batemos há grandes chances de chegar à final.

FRASE DO DIA

Estou admirado com as minhas prestações neste regresso.

Nikolay Davydenko (semifinalista)

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