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Correio da Manhã

Desporto
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Alonso ataca Schumi

O espanhol Fernando Alonso parece não ter conseguido digerir ainda o resultado do Grande Prémio de Itália e, sobretudo, o facto de no campeonato ver reduzida para apenas dois pontos a sua vantagem sobre o alemão Michael Schumacher, a quem acusa de ser “o piloto mais sancionado e mais antidesportivo da história da Fórmula 1”, apesar de reconhecer que “isso não retira o mérito de ter sido o melhor na hora de pilotar”, acrescentando que “lutar contra ele foi uma honra e um prazer”.
13 de Setembro de 2006 às 00:00
Em entrevista publicada na edição de ontem do jornal espanhol ‘Marca’, Fernando Alonso não resistiu a atirar mais algumas farpas ao seu adversário ao afirmar que o futebolista francês Zinedine Zidane, protagonista de uma agressão ao italiano Marco Materazzi no jogo da final do Mundial da Alemanha, abandonou com “mais glória do que Schumacher”, numa clara alusão ao anúncio feito em Monza pelo piloto alemão, de que se retiraria este ano da Fórmula 1.
Sobre a sanção sofrida em Monza, ao prejudicar o brasileiro Felipe Massa (Ferrari) na qualificação, o espanhol insiste em que o motivo invocado pelos comissários desportivos “é algo que ultrapassa já a linha do honesto”.
Já sobre a afirmação do director desportivo da Renault, Flavio Briatore, de que o título já havia sido entregue a Michael Schumacher, Fernando Alonso diz não estar de acordo com ele, adiantando: “É certo que houve muitas decisões contra uns e a favor de outros, mas nada mais.”
Considera, porém, que “na Fórmula 1 há interesses políticos e comerciais. Falamos do piloto com o melhor palmarés da história, e uma ajuda vem sempre bem”, acrescentando: “Passaram bastante as marcas e isso é inexplicável.”
Seja como for, Alonso promete lutar até ao fim pela revalidação do título de campeão do Mundo.
APONTAMENTOS
QUEM RI MELHOR...
“Tenho claro que quem ri por último é quem ri melhor”, afirmou Fernando Alonso a propósito da penalização sofrida em Monza, ao baixar de quinto para décimo na grelha de partida.
VANTAGEM REDUZIDA
Com o abandono de Fernando Alonso e a vitória de Michael Schumacher em Itália, o campeonato voltou a animar-se, sendo agora de apenas dois pontos a vantagem do espanhol sobre o alemão, quando há somente três provas para disputar, estando em jogo um total de 30 pontos.
NENHUM PODE PERDER
Não pontuar em um dos três Grandes Prémios que faltam é o adeus imediato ao Mundial. “Os próximos Grandes Prémios podem ser ganhos por qualquer um. Nas três corridas que faltam, se acertarmos em duas, o Mundial será nosso”, diz o espanhol.
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