Advogado terá lesado cliente em 758 mil euros.
O presidente da Associação de Futebol do Algarve, Carlos Alves Caetano, está acusado pelo Ministério Público de burla qualificada. Em causa está a apropriação de 758 mil euros. O advogado é também acusado dos crimes de falsificação de documento e abuso de confiança. Foi aberto um inquérito disciplinar na Ordem dos Advogados. O caso segue agora para julgamento.
Segundo o despacho de acusação do Ministério Público, o arguido, enquanto mandatário do empresário Valter Pinto, "agiu de forma livre, consciente e voluntária" para exercer movimentos bancários que lhe permitissem apropriar-se do dinheiro do seu cliente. Em 2007, o advogado terá depositado na sua conta um cheque de 53 mil euros, valor este respeitante a uma partilha de herança do empresário Valter Pinto. Mais tarde, Alves Caetano, também representante da sociedade comercial Valter Pinto e Filhos, Lda, ter-se-á apropriado de 705 mil euros através de um negócio que envolvia a venda de um terreno no Algarve por dois milhões e vinte e cinco mil euros. Valter Pinto, de 62 anos, emigrante na Austrália, deu ao advogado poderes para o representar nos negócios que tinha no ramo da construção. A ausência de respostas fez com que desconfiasse das contas. "Sinto-me enganado e traído. Quero justiça", disse Valter Pinto ao CM
"O arguido aproveitou-se do facto de Valter Pinto residir no estrangeiro e, ao longo dos anos, criou a convicção no mesmo de que não recebera o cheque em apreço e a quantia nele aposta. Ao agir deste modo, pretendeu o arguido obter para si uma vantagem patrimonial, como efetivamente obteve", justifica o Ministério Público de Loulé.
O CM tentou contactar Caetano Alves, mas sem sucesso.
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