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Correio da Manhã

Desporto
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Angola diz adeus ao sonho africano

Desilusão em Luanda. Angola voltou a falhar a presença nas meias-finais da Taça das Nações Africanas (feito jamais alcançado) ao perder ontem com o Gana pela margem mínima (1-0) em pleno Estádio 11 de Novembro.
25 de Janeiro de 2010 às 00:30
O ganês Samuel Inkoom em despique com o angolano Djalma (dir.)
O ganês Samuel Inkoom em despique com o angolano Djalma (dir.) FOTO: Stringer/Epa

Chega assim ao fim o sonho de toda uma nação, e de Manuel José, que horas antes já havia recebido a notícia da morte do seu pai. O técnico português teve um dia para esquecer e ainda ontem deixou a capital angolana rumo ao Algarve, onde hoje se realiza o funeral.

Quanto ao jogo, um golo de Asamoah Gyan, aos 16 minutos, foi suficiente para apurar os ‘Black Stars’ para as meias-finais da competição, onde irão encontrar o vencedor do Zâmbia-Nigéria, que apenas se disputa esta noite (19h30).

Pela primeira vez em desvantagem na competição, os Palancas Negras tardaram em encontrar o rumo da baliza de um sempre seguro Kingson, guardião do Wigan, um dos heróis do apuramento da selecção orientada pelo sérvio Milovan Rajevac.

Manucho, por duas vezes, teve o empate à mercê, mas a falta de discernimento revelou-se fatídica para a selecção anfitriã desta CAN. Manuel José ainda fez entrar Job, jogador que pode estar a caminho do Benfica, e Zé Kalanga, mas o marcador não sofreu alterações.

"ABAFÁMOS O GANA": Manuel José seleccionador angolano

– O que falhou para Angola perder o apuramento para as meias-finais da CAN?

Manuel José – A sorte protegeu o Gana. Merecíamos a vitória. Não foi possível, apesar de termos tido mais oportunidades de golo.

– Angola esteve perdulária...

– É verdade, mas o Gana teve apenas uma oportunidade de golo. Depois só defendeu. Abafámos o Gana em 90 por cento do jogo.

– Qual vai ser o seu futuro?

– Tenho contrato até finais de Julho deste ano e depois logo se vê. Mas, se os jogadores não tivessem dado tudo, despedia-me hoje. n d.b.

COSTA DO MARFIM CAI EM REVIRAVOLTA DE SONHO

A Argélia protagonizou ontem a maior surpresa da Taça das Nações Africanas, ao eliminar a grande favorita Costa do Marfim, num jogo que ficou marcado por um final de tempo regulamentar electrizante.

Os ‘Elefantes’ – adversários de Portugal no Mundial 2010 – estiveram a 2 minutos do apuramento quando Kader Keita, acabado de entrar, atirou uma bomba a cerca de 30 metros da baliza que colocou o resultado em 2-1, depois de Kalou e Matmour terem feito na primeira parte um golo para cada lado.

No entanto, a selecção argelina – com os benfiquistas emprestados Yebda (Portsmouth) e Halliche (Nacional) a tempo inteiro – não desistiu e conseguiu mesmo o empate em cima da hora, através de um cabeceamento de Bougherra.

Os marfinenses acusaram o empate e acabaram por sofrer o terceiro golo, por Bouazza, logo no começo do prolongamento, ao qual já não conseguiram responder, acabando assim o sonho do título.

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POSITIVO

TRIO DA FRENTE

O trio atacante formado por Gervinho, Drogba e Kalou causa problemas a qualquer selecção. As triangulações no jogo ofensivo provocaram grandes calafrios.

GERVINHO

Possante e rápido, é uma seta apontada à baliza. Tem um pé esquerdo muito acima da média.

POSSANTES E RÁPIDOS

Os jogadores da Costa do Marfim são fortes e rápidos. Vamos ver como chegam fisicamente ao Mundial, disputado em Junho na África do Sul.

NEGATIVO

CENTRAIS FRACOS

O primeiro golo da Argélia demonstra bem a pouca qualidade dos centrais marfinenses (Touré e Bamba). A movimentação de Liedson pode ser decisiva.

SELECÇÃO ACESSÍVEL

Creio que é uma selecção que está ao alcance de Portugal. Se não melhorar, a nossa selecção tem argumentos para ultrapassar a Costa do Marfim.

MEIO-CAMPO DÉBIL

O meio-campo também apresenta alguma debilidade, com fracas movimentações.

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