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Correio da Manhã

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Árbitra punida com 30 dias sem apitar jogos

A Federação Paulista de Futebol não perdeu tempo e em menos de 48 horas aplicou uma pena de 30 dias de suspensão a Sílvia Regina de Oliveira, árbitra internacional brasileira que validou um golo marcado por um apanha-bolas aos 89 minutos do jogo Santacruzense-Atlético Sorocaba.
14 de Setembro de 2006 às 00:00
A decisão da juíza, que tem insígnias FIFA, teve acção directa no resultado, pois permitiu à equipa do Santacruzense chegar à igualdade (1-1) com que terminou a partida. “Foi um erro muito grave e infelizmente a pena terá de ser aplicada, não só para a Sílvia como ainda para o seu auxiliar. Houve desconcentração e isso não pode acontecer”, afirmou Marcos Marinho, presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol, para justificar o castigo.
Por sua vez, o apanha-bola, de nome José Carlos Vieira mas conhecido pela alcunha de ‘Canhoto’, será banido do futebol, ainda por determinação do mesmo órgão que colocou a árbitra na ‘jarra’. Ontem, o jovem explicou a sua versão dos acontecimentos. “Estava atrás da baliza, peguei na bola e dei um toque pela parte da frente. Para mim foi um golo legal, pois quem fez batota foi ela [a árbitra] ao validar o lance.”
O Santacruzense, que com o empate assumiu a liderança do Grupo 3 da Taça Paulista, vai ser fortemente multado (cerca 18 mil euros), para além de ver o seu campo ser interditado até final da competição em curso, mas não irá perder o ponto conquistado, segundo garantem fontes da Federação Paulista. Os dirigentes do Sorocaba, contudo, não se conformam e exigem que a legalidade seja reposta.
Sílvia Regina de Oliveira mantém-se em silêncio, mas o fiscal-de-linha que deu indicação de golo já explicou ter tido a percepção de ver a bola a entrar na baliza, assumindo culpas, e influência, no lance. “Acontece...” lamentou-se.
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