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Correio da Manhã

Desporto
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Árbitro travou Vitória

O V. Guimarães foi ontem derrotado no terreno do Zenit, por 2-1, na sua estreia na fase de grupos da Taça UEFA. O resultado é de uma enorme injustiça para os vimaranenses, que viram o árbitro Dejan Delevic cometer inúmeros erros – dois dos quais verdadeiramente ‘crassos’ – e que custaram o triunfo aos minhotos.
21 de Outubro de 2005 às 00:00
A jogar perante o seu público, a equipa russa começou desde logo a exercer uma forte pressão na saída de bola da equipa portuguesa. Ainda assim, os vimaranenses não se deixaram intimidar e souberam dar uma resposta à altura, falhando apenas na finalização.
No entanto, apesar do claro equilíbrio não só no domínio do jogo mas também nas oportunidades criadas, a equipa de Jaime Pacheco acabou por chegar ao intervalo a perder e com menos um jogador em campo. Medeiros, que já havia visto um cartão aos 19’, comete uma falta, dentro da área, sobre Denisov e viu o segundo amarelo. Na conversão do penálti, Spivak não vacilou perante Nilton e cometeu a primeira ‘injustiça’ do jogo ao dar a vantagem ao Zenit.
E logo no início da etapa complementar, mais exactamente dois minutos após o reatamento, foi a vez de o árbitro Dejan Delevic ser o autor de nova injustiça. O juiz sérvio-montenegrino deixou passar em claro uma carga faltosa de Anukov sobre Targino dentro da área, perdoando um penálti ao Zenit.
O Guimarães mostrava-se determinado a dar a volta ao resultado e começava a carregar com maior intensidade sobre a baliza de Contofalsky, mas foram os russos que chegaram ao segundo golo, por intermédio de Arshavin.
No entanto, cinco minutos depois, Neca reduziu a desvantagem com um golo de fora da área e ainda fez acreditar numa recuperação. Mas o árbitro voltou a deixar a sua marca no jogo ao anular de forma inacreditável um golo limpíssimo de Benachour (73’). O Zenit ainda teve um jogador expulso (83’), mas o mal já estava feito.
No final do jogo, Pacheco não escondeu a revolta: “O sentimento é de muita tristeza. Tenho jogadores a chorar no balneário. Trabalhámos muito e sentimo-nos revoltados, desiludidos e frustrados”.
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