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Correio da Manhã

Desporto
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ARRANCADA A FERROS

O Sporting garantiu ontem três preciosos pontos em Moreira de Cónegos, mantendo-se assim na luta pela Liga dos Campeões. Mas foi preciso suar (muito...) porque o Moreirense não merecia tamanho castigo.
25 de Fevereiro de 2003 às 00:00
Entrou bem o Sporting nos aspectos ofensivos, revelando apreciável mobilidade, e foi no culminar desse domínio inicial que Mário Jardel, já depois de Quaresma ter ameaçado, inaugurou o marcador. Aos 11’, Quaresma marcou um canto largo e, ao segundo poste, com culpas claras para Roberto, o brasileiro encostou para as redes. Só que por aqui se ficaram os ‘leões’, posteriormente incapazes de importunarem o último reduto contrário.

Aliás, foi mesmo o Moreirense quem melhor jogou, estendendo-se ao longo de todo o terreno de jogo. Valeu então a segurança de Hugo, assumindo-se ontem como o grande patrão da defesa ‘verde-e-branca’. Ainda assim, a escassos segundos do intervalo, um livre de Afonso Martins chegou a assustar, com a bola ainda a tocar a barra.

E a tendência manteve-se após o reatamento. Era então importante para o Sporting fazer alguns reajustamentos, considerando as duas alterações de Manuel Machado que alargou, ao intervalo, a frente ofensiva, colocando Demétrios no espaço de Hugo. Só que Bölöni nem tempo teve para mexer na equipa porque, aos 50’, Armando empatou, antecipando-se a Paulo Bento, após livre de Afonso Martins.

O Sporting tardou a reagir - só Tello se espicaçou - e o Moreirense esteve, aos 58’, outra vez após assistência de Afonso Martins, perto do segundo golo. A resposta dos ‘leões’, porém, não poderia ser melhor, nem mais feliz. Rui Bento - que primor! - deu a vantagem aos de Alvalade com um golo soberbo, porventura o mais belo de toda a carreira. Roberto nada podia fazer perante tamanha precisão.

E pouco depois, já sem Rui Bento, que saiu lesionado, Toñito, no dia em que completou 26 anos, viu vermelho directo por carga sobre Afonso Martins, complicando ainda mais a tarefa ‘verde-e-branca’. Bölöni trocou então Jardel por João Paulo, por forma a garantir a solidez defensiva que a equipa necessitava. Afinal, o triunfo, apesar de ‘arrancado a ferros’, era o grande objectivo. E esse cumpriu-se.
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