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Correio da Manhã

Desporto
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Arrumar a casa e sofrer

O Sporting arrumou a casa, fez jogar a equipa que entrava pelos olhos dentro e arrancou uma vitória muito sofrida, por 1-0, no Restelo, frente a um Belenenses demasiado tímido até se ver em desvantagem.
15 de Janeiro de 2006 às 00:00
Tonel apontou, de calcanhar, o golo da vitória, num jogo em que a polícia investiu sobre os adeptos ‘leoninos’
Tonel apontou, de calcanhar, o golo da vitória, num jogo em que a polícia investiu sobre os adeptos ‘leoninos’ FOTO: Jorge Paula
Com o golo de Tonel, logo aos 29’, o Sporting deixou de ser dominador como até então e o Belenenses passou a arriscar, mas o resultado já não mudou, fruto de dois penáltis falhados: Ruben Amorim, aos 68’, chutou por cima, perdendo o empate; Sá Pinto, nos descontos, permitiu a defesa a Marco Aurélio e não alargou a vantagem ‘leonina’.
O Sporting justificou a vantagem com um início dominador, mas depois teve de sofrer para a segurar. Com Abel e Caneira nas alas da defesa, os ‘leões’ ganham profundidade e segurança. Com Martins em vez de Nani, podem perder virtuosismo mas adquirem capacidade de definição e passam a ter uma opção válida no banco. Fica a faltar um ‘10’ que se imponha: Romagnoli mostrou um par de passes, mas esteve fora do colectivo.
O Belenenses começou com dois médios muito recuados e com Silas a fazer de ponta-de-lança, cedendo a iniciativa. Até ao golo do Sporting, os ‘leões’ tinham rematado oito vezes contra um dos donos da casa. Mas depois do decisivo toque acrobático de Tonel tudo se inverteu: entre os 30’ e os 76’, foi o Sporting que não rematou, embora num canto (51’) tenha ameaçado o 2-0. Com os laterais soltos e, sobretudo, com Romeu a fazer de referência ofensiva, o Belenenses podia ter empatado.
Foi a altura de o Sporting sofrer e defender com todos: Carlos Martins não subia, Custódio era terceiro central, Liedson ficava só na frente. Chegou para os três pontos.
MAIS: DEFESA EM NOITE SIM
Ao contrário do habitual, a defesa do Sporting mostrou-se em bom nível. Abel dá profundidade à equipa e, como lateral-ofensivo, perde menos bolas que Tello. Caneira, à esquerda, ajuda muito os centrais que, além do mais, pouco erraram e estiveram nos bons momentos atacantes: Tonel marcou e atirou uma bola ao poste; Polga assistiu o companheiro noutra boa ocasião de golo.
MENOS: ALUGA-SE MEIO-CAMPO
Nem Sporting nem Belenenses tiveram capacidade para contrariar a iniciativa do adversário, pelo que o jogo nunca foi mexido, de baliza a baliza. O Belenenses entrou muito tímido e só começou a jogar quando se viu a perder. A ganhar, o Sporting encostou atrás, exibindo um físico débil e uma quase nula capacidade de contra-atacar. A perder ficou, claro, o espectáculo.
FICHA DO JOGO
Local: estádio do Restelo, em Lisboa (12.000 espectadores)
Árbitro: João Ferreira (Setúbal)
BELENENSES: Marco Aurélio, Amaral, Rolando, Pelé, Sousa, Rui Ferreira, Sandro Gaúcho, Rúben Amorim (Dady, 77m), Silas (Romeu, 63m), Paulo Sérgio e Ahamada (José Pedro, 77m). Treinador: José Couceiro.
SPORTING: Ricardo, Abel, Tonel, Polga, Caneira, Custódio, João Moutinho (Miguel Garcia, 88m), Romagnoli (Nani, 61m), Carlos Martins (João Alves, 76m), Sá Pinto e Liedson. Treinador: Paulo Bento.
Marcador: 0-1, Tonel (29m)
Acção disciplinar: Amarelos - Custódio (44m), Sá Pinto (66m), Rolando (79m) e Sandro Gaúcho (90m)
Melhor jogador: Tonel.
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