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Correio da Manhã

Desporto
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Ex-presidente do Instituto do Desporto diz que o seu sucessor beneficiou o Benfica

Augusto Baganha considera uma surpresa o facto de ter sido Vítor Pataco a suceder-lhe no cargo.
4 de Setembro de 2018 às 22:37
Vítor Pataco
Vítor Pataco
Vítor Pataco
Em entrevista à SIC Notícias, Augusto Baganha considerou que Vítor Pataco, que o irá substituir na presidência do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), terá beneficiado o Benfica no âmbito do processo que recentemente levou à aplicação da pena de interdição do Estádio da Luz por uma partida. Baganha considerou ainda uma surpresa o facto de ter sido Pataco a suceder-lhe no cargo e explicou o porquê.

"Em parte foi uma surpresa, porque o Conselho Diretivo foi todo dissolvido. É apresentada uma fundamentação e há dois que não servem e dois que servem... Quem escolheu é que tem de justificar. Pode ser por serem pessoas com alguma postura ou atitude mais favorável... [ao Benfica?] Talvez!", começa por dizer, avançando depois na explicação.

"Quando se dá a interdição do campo, eu tive de avocar o processo. Tive necessidade disso. É algo que está na competência do meu ex-colega que agora vai ser presidente, mas fui eu que tive de avocar. Ele estava retido incompreensivelmente. Havia algo a ver com o cumprimento da lei. É que não pode haver aqui entidades beneficiadas... O que é facto é que eu tive de o fazer, tive de avocar o processo, pois a lei não estava a ser aplicada", explicou.

"Ao reter esse processo o Benfica, de facto, beneficiou com isso, porque continuou e continuava a praticar a ilegalidade", considerou Baganha, numa entrevista na qual admitiu que de certo modo se sentiu "traído" e "incomodado" pela forma como deixou o cargo de líder do IPDJ.

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