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Correio da Manhã

Desporto
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Aves fechado na defesa trava Marítimo

Foi um Marítimo órfão de ideias aquele que ontem defrontou o Desportivo das Aves. Sem automatismos de jogo ofensivo, os donos do terreno acabaram por se enredar na teia montada pelos avenses e o resultado – nulo – expressa bem aquilo que se passou em grandes espaços do desafio. Com efeito, exigia-se mais à formação orientada por Ulisses Morais.
18 de Setembro de 2006 às 00:00
É preciso que se diga que houve vontade para inverter o rumo dos acontecimentos mas nenhuma objectividade para atingir com sucesso as redes visitantes.
Aliás, o melhor período do Marítimo acabaria por acontecer nos primeiros 20 minutos do desafio, curiosamente, o tempo em que o Aves se apresentou em igualdade numérica. Marcinho, sempre ele, foi quem deu o mote ao enviar uma ‘bomba’ ao travessão da baliza à guarda de Rui Faria. Guardião que, pouco depois, acabaria expulso ao travar Kanu quando este já se preparava para inaugurar o marcador.
TODOS A DEFENDER
Depois, enfim, o Aves estacionou um autocarro em frente à baliza e poucas ou nenhumas vezes conseguiu explorar o contra-ataque. Já os donos do terreno, e não obstante Ulisses Morais ter colocado sete elementos de cariz ofensivo em campo, não conseguiu encontrar o caminho do golo. Um autêntico deserto de ideias de uma equipa que viveu na sombra das arrancadas de Marcinho.
Lipatin ainda teve nos pés a possibilidade de marcar na segunda parte, mas acabaria por atirar à figura do estreante Musse e a divisão de pontos foi inevitável. O Aves, esse, conseguiu levar a “água ao seu moinho”, um prémio para quem soube defender.
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