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Correio da Manhã

Desporto
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BAÍA E SCOLARI EM AMENA CAVAQUEIRA NA VIAGEM

E finalmente deu-se o encontro. Ainda antes de chegarem a Basileia para o ‘Jogo contra a Pobreza’ o destino fez com que Luiz Felipe Scolari e Vítor Baía se cruzassem, também para surpresa de ambos.
16 de Dezembro de 2003 às 00:00
Tudo aconteceu em Frankfurt, onde os dois fizeram escala para Basileia. Apesar do seleccionador voar de Lisboa e Baía ter viajado a partir o Porto, quis o destino que os dois se encontrassem no aeroporto daquela cidade alemã­ o seleccionador e o jogador do FC Porto cumprimentaram-se e trocaram as primeiras palavras.
“Cumprimentámo-nos, mas não falámos sobre a selecção nacional. Acabámos por falar sobre outras coisas e conhecemo-nos melhor agora. O normal entre duas pessoas que estiveram em contacto hoje pela primeira vez”, começou por revelar o guarda-redes português, após o final do jogo que opôs os Amigos de Ronaldo e os Amigos de Zidane , rendendo um milhão de euros para atribuir ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.
“Pelo que falámos, deu para ver que é uma pessoa afável e de bom trato”, prosseguiu Vítor Baía e, quando questionado sobre se gostaria de ver Scolari mais vezes, disparou: “Sim, é claro que gostaria de o ver mais vezes, mas não vivo obcecado com isso”. Apesar de ter sido preterido inúmeras vezes por Scolari, Baía revelou que ainda não perdeu a esperança de estar no Euro’2004. “Todos os jogadores têm a possibilidade de serem convocados e todos gostavam de lá estar”.
CONVERSA AMENA
O diálogo que os dois mantiveram, em pleno avião, como que, ‘fumando o cachimbo da paz’, naqueles que foram os primeiros contactos informais entre ambos. Não que ‘guerra’ alguma vez se tivesse instalado entre ambos, mas a polémica em torno da opinião do técnico existiu. Em Basileia, Scolari e Baía ficaram no mesmo hotel, ao lado dos convidados por Ronaldo e Zidane para o ‘Jogo contra a Pobreza’ e voltaram a conversar.
Um sinal de que a atmosfera em torno da polémica da não convocação do guarda-redes por parte de Scolari pode agora ficar mais leve, mas, quiçá, uma última esperança para Vítor Baía, que ainda sonha em estar no Euro’2004. Os próximos tempos o dirão. Certo é que, agora, o seleccionador não pode dizer que não o conhece... Mas também lhe assiste a opinião, justa ou injusta, de continuar a não convocar o guarda-redes do FC Porto.
ZIDANE, A ESTRELA MAIS BRILHANTE
O jogo era de festa e a causa nobre. Por isso, mais de 30 mil espectadores entusiastas encheram o ‘St. Jakobs Stadium’ (Suíça) e tiveram a oportunidade ver as principais ‘estrelas’ do futebol mundial. Golos não faltaram e a festa foi bonita, num jogo que rendeu um milhão de euros ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, que visa ajudar os 60 países mais pobres do Mundo.
Zidane, que horas antes tinha recebido a ‘Bola de Ouro’, troféu da FIFA, esteve em destaque ao marcar dois golos, contribuindo ainda mais para a festa. Quando foi substituído no início da segunda parte, recebeu a maior ovação da noite. O jogo terminou com uma vitória 4-3 para os Amigos de Ronaldo, que já prometeu mais realizações deste género: “Eventos destes deviam realizar-se mais vezes. Talvez no próximo ano, em Itália, Vamos esperar...”.
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