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Correio da Manhã

Desporto
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Barreirense revoltado

"Estamos a ponderar a suspensão de todas as provas na AF Setúbal e a possibilidade de integrar a AF Lisboa no próximo ano", disse ontem ao CM António Martins, presidente do Barreirense. Em causa, o jogo de domingo no campeonato distrital da 1ª divisão, que acabou com uma vitória do Palmelense, por 2-1, com um golo apontado nos descontos.

26 de Outubro de 2010 às 00:30
Jogadores do Barreirense contestaram decisões do juiz
Jogadores do Barreirense contestaram decisões do juiz FOTO: direitos reservados

O Barreirense chegou ao intervalo empatado (1-1), tendo sofrido um golo de livre directo quando "era suposto ser cobrado de forma indirecta". "A bola não tocou em ninguém", explica António Martins, que estranha os sete minutos de descontos concedidos pelo juiz Hugo Mouzinho: "Aos 102’, ou seja, cinco minutos depois da compensação, sofremos um golo de um jogador que está dois metros em fora-de-jogo."

Os festejos dos locais motivaram o fim da partida, que decorreu no Campo Municipal de Palmela. "O banco do Palmelense atirou bolas para dentro do campo e o árbitro expulsou dois jogadores nossos que se apressaram a retirá-las. Achámos que não estavam reunidas as condições para continuar e abandonámos o jogo", acrescentou o dirigente do emblema centenário, deixando uma garantia: "Vamos apresentar um fundamento de protesto e uma exposição dos acontecimentos."

Contactado pelo CM, José Manuel Claudina, líder do Palmelense, contou outra versão: "Marcámos aos 90 2’. É tudo falso. As pessoas têm de ter cuidado com as posições que tomam, por amor ao futebol. Se calhar, a arbitragem errou para os dois lados."

"Os jogadores do Barreirense não foram expulsos por tirarem as bolas do relvado, mas sim por insultarem o árbitro", frisou. Sobre o golo de livre indirecto, José Manuel Claudina acredita "que a bola deve ter tocado em alguém."

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