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Correio da Manhã

Desporto
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Bazuca do banco salva o Sporting frente ao Gil Vicente

Gil Vicente anulou o leão durante quase todo o jogo e surpreendeu de bola parada.
Sérgio Pereira Cardoso 29 de Outubro de 2020 às 01:30
Nuno Santos , que fez duas assistências para golo, controla a bola perante a tentativa de pressão de Lourency
Nuno Santos , que fez duas assistências para golo, controla a bola perante a tentativa de pressão de Lourency FOTO: Paulo Calado
E tudo o banco mudou. Em dois minutos, o Sporting deu a volta a um jogo que estava muito complicado e transformou uma derrota numa importantíssima vitória, que isola os leões no segundo posto, a dois pontos do Benfica. Os suplentes Sporar e Tiago Tomás baixaram a crista a um corajoso galo. Pote fez o 3-1 final.

1, 2, 3... 37 segundos de jogo e Palhinha dava o mote para a primeira parte com um cartão amarelo por entrada impetuosa sobre um adversário. O guião manteve-se nesse registo - o apito de André Narciso a ecoar com recorrência em Alvalade, evitando, numa perspetiva positiva, o adormecimento geral.

O Sporting sentiu dificuldades perante um Gil Vicente que também alinha num sistema de três defesas e dois alas, e que beneficiou, muito pelo recuar das linhas, dessa simbiose tática que lhe permitia ter referências individuais na marcação. Oportunidades, nem vê-las, a não ser uma ou outra carambola ou remates de longa distância sem a precisão para sequer causar arrepios. Nulidade ao intervalo.

Os ventos não pareciam estar de feição para o Sporting, mas nada fazia prever a tempestade que surgiria logo após o intervalo. Livre lateral e Lucas Mineiro a ganhar nas alturas e a dar uma cabeçada nas aspirações leoninas. Estava, definitivamente, na hora de acordar. Rúben Amorim foi ao banco puxar de Tiago Tomás e Sporar. Saíram Neto e Matheus Nunes. A tática, essa manteve-se, com Nuno Mendes a recuar para central.

Tomás e Sporar combinaram bem aos 68’, mas o esloveno preocupou-se mais em sofrer um eventual penálti, que não existiu, do que aproveitar uma rara oportunidade de remate. O tempo ia passando e Daniel Bragança foi a terceira carta puxada pelo treinador dos leões.

Adensava-se a possibilidade da derrota com o correr do relógio, mas, tal como a tempestade, também a bonança foi repentina. Aos 82’, na primeira oportunidade de golo na segunda parte dos leões, Sporar cabeceou para o empate, após jogada de Nuno Santos e Pedro Gonçalves. Nem dois minutos depois e foi Tiago Tomás a marcar o 2-1 após assistência de Daniel Bragança. Gil Vicente por terra e Pedro Gonçalves ainda viria a assinar o 3-1, antes do apito final do árbitro, dado às 23h42.

análise
Teste de stress superado
O banco leonino foi completamente essencial na reviravolta e superou o teste de stress. Sporar, Tomás e Bragança foram essenciais. Também Pedro Gonçalves voltou a faturar.

Sonolência injustificável
É certo que o jogo se disputou a hora tardia (terminou a 15 minutos da meia-noite), mas não justifica o facto de o Sporting ter passado 80 minutos a um ritmo muito baixo.

Sem grandes decisões
Começou a mostrar amarelos logo aos 36 segundos (e bem) num festival de apito em que se tornou a primeira parte. Decidiu bem os lances nas áreas, mas há grandes dúvidas em situações de fora de jogo que poderiam dar lances de perigo para ambas as equipas.
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