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Correio da Manhã

Desporto
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Benfica de Ronald Koeman igual ao de Trap campeão

Sem ganhar há quatro jornadas, o Benfica volta a soletrar a palavra crise, tal como já o havia feito no início do campeonato (três jogos sem ganhar e pior arranque de sempre). Contudo, numa análise mais minuciosa ao percurso dos ‘encarnados’, rapidamente se chega à conclusão que o ‘Benfica de Koeman’ está, sem tirar nem pôr, em pé de igualdade com o ‘Benfica de Trapattoni’, que se sagrou campeão nacional.
29 de Novembro de 2005 às 00:00
Trapattoni
Trapattoni
Face aos mesmos adversários (e em dois casos com clubes que de um ano para outro mudaram de divisão, equiparando-se em termos teóricos), a equipa do ano passado e a deste ano conseguiram os mesmíssimos 19 pontos. Se levarmos em conta que esta época o Benfica actuou em três jogos e meio sem o seu jogador mais influente, Simão, conclui-se que o panorama não é assim tão negro.
A diferença está, pois, nas prestações dos adversários directos. Há um ano, ao fim de 12 jornadas, o Benfica ocupava a terceira posição, a três pontos do então líder FC Porto. Esta temporada, segue no 6.º lugar, a oito pontos do topo. Dito por outras palavras, não será o campeão que está mais fraco, a concorrência é que se refinou.
Em termos de paridade, à 12.ª jornada, ou seja, sem olhar ao nome dos adversários defrontados, o Benfica está agora com menos três pontos que na época anterior. 19 contra 22. Mas também aqui há atenuantes de peso. É que com um terço do campeonato já percorrido, as ‘águias’ já jogaram nos terrenos de FC Porto, Sporting e Braga, os três clubes que o precederam na classificação final de 04/05. Na segunda volta, este trio terá de se deslocar à Luz, é bom não esquecer.
Voltando à equiparação dos adversários já defrontados, o Benfica está até agora ligeiramente melhor na produção goleadora: 19 este ano contra 12 na época anterior. No que toca a golos encaixados na temporada transacta, face aos mesmos oponentes, o Benfica sofrera menos dois golos (dez contra 12). Melhor saldo este ano, portanto.
O PESO DO CAPITÃO
Feita esta leitura, há outros dados que importa reter e sobre os quais os responsáveis do clube da Luz deverão estar a retirar conclusões óbvias. A mais marcante de todas, claro, a ausência de Simão. Sem ele no onze, o Benfica não ganha. Foi assim frente à Naval, diante do Rio Ave, na segunda parte do jogo de Braga e agora com o Belenenses. Ou seja, nos derradeiros quatros jogos, os tais que o Benfica leva de enfiada sem vencer. Três pontos apenas em 12 possíveis. O peso da falta do capitão começa a ser insustentável, o que deixa antever problemas no caso da sua saída do plantel, no mercado de Janeiro.
E porque a baliza encarnada também tem sido apontada como um calcanhar de Aquiles da equipa, fica mais um registo: com Nereu entre os postes, em jogo da Liga, o Benfica não perde. Do mal, o menos...
QUEIROZ MINIMIZA FALTA DE SIMÃO
Carlos Queiroz, segunda figura da equipa técnica do Machester United, não dá especial relevo ao facto de Simão Sabrosa poder falhar o jogo da Liga dos Campeões entre a sua equipa e Benfica.
O encontro realiza-se no dia 7 de Dezembro e Queiroz, em declarações à Antena 1, resumiu a possível ‘baixa’ do capitão da seguinte forma: “O Benfica não pode começar nem acabar num jogador. Independentemente do facto de Simão estar ou não, vai ser um grande jogo”. O adjunto de Alex Ferguson antevê um jogo “difícil e fechado”, onde só a “vitória interessa ao Manchester”.
Na ressaca do empate de domingo à noite frente ao Belenenses, o plantel do Benfica voltou na manhã de ontem ao trabalho, em sessão de relaxamento muscular realizado no ginásio. Quim e Karagounis foram excepções, tendo feito trabalho de recuperação no relvado, enquanto Simão, Miccoli e Moreira fizeram tratamento. O plantel folga hoje e regressa amanhã de manhã ao trabalho, no Jamor.
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