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Correio da Manhã

Desporto
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Benfica levanta a cabeça na Madeira com vitória arrancada a ferros

Encarnados estiveram a perder após mais um erro de Otamendi, num passe curto para Odysseas, mas Pizzi e Everton deram a volta ao marcador.
Filipe António Ferreira e Mário Figueiredo 1 de Dezembro de 2020 às 01:30
Otamendi
Lucas Veríssimo tem 25 anos
O 2-1 fez o banco do Benfica explodir de alegria. Nos festejos, Jesus dirigia-se ao banco do Marítimo mas foi travado pelo ‘vice’ Rui Costa
Jorge Jesus diz que Otamendi jogou bem, exceto no lance do golo do Marítimo
Otamendi
Lucas Veríssimo tem 25 anos
O 2-1 fez o banco do Benfica explodir de alegria. Nos festejos, Jesus dirigia-se ao banco do Marítimo mas foi travado pelo ‘vice’ Rui Costa
Jorge Jesus diz que Otamendi jogou bem, exceto no lance do golo do Marítimo
Otamendi
Lucas Veríssimo tem 25 anos
O 2-1 fez o banco do Benfica explodir de alegria. Nos festejos, Jesus dirigia-se ao banco do Marítimo mas foi travado pelo ‘vice’ Rui Costa
Jorge Jesus diz que Otamendi jogou bem, exceto no lance do golo do Marítimo
O Benfica regressou esta segunda-feira às vitórias com um triunfo justo, mas difícil, sobre o Marítimo, que esteve em vantagem após um erro de Otamendi, que ofereceu a bola para Rodrigo Pinho marcar.

As águias entraram em campo vestidas de negro (o equipamento alternativo), mas até apresentaram um futebol colorido. Boas combinações e sempre com a baliza adversária na mente. Os encarnados ainda ficaram a reclamar, e bem, uma grande penalidade de Charles sobre Everton. O juiz Manuel Mota mandou jogar.

O brasileiro Everton ainda atirou uma bomba a trave, num remate de longa distância. Notava-se uma atitude diferente deste Benfica, mas com recalcamentos de jogos anteriores. E foi num desses momentos que Otamendi, regressado à equipa após cumprir o castigo no jogo da Liga Europa com o Rangers (2-2), tentou um atraso para Odysseas, que saiu curto. Aproveitou Rodrigo Pinho para inaugurar o marcador com classe, ou melhor, com um chapéu sobre o guardião grego, que recuperou a titularidade a Helton Leite. Benfica tremeu, mas não caiu. Pizzi pegou na batuta e liderou a orquestra de Jesus na recuperação. Numa jogada vistosa, iniciada por Everton, Grimaldo assistiu Pizzi no 1-1.

Os madeirenses reagiram em contra-ataque pelo inevitável Rodrigo Pinho, mas o cabeceamento saiu ligeiramente ao lado.

A formação de Jesus mantinha um maior ascendente no embate, mas Waldschmidt e Seferovic estavam alheados dele. Maus passes e, acima de tudo, muito desperdício.

Na etapa complementar, até Waldschmidt e Seferovic acordaram e assumiram papeis mais ativos. Estão na origem do golo de Everton, que permitiu a reviravolta no marcador. Um golo com polémica, pois a jogada começou num lance em que Gabriel fez uma falta.

A vantagem trouxe tranquilidade ao Benfica, num relvado que foi ficando mais pesado devido à chuva. As águias abrandaram o ritmo e Jesus fez algumas substituições a pensar no jogo de quinta-feira, com o Lech Poznan, para a Liga Europa.

Um triunfo importante para calar a contestação em torno da equipa e que permite ao Benfica igualar o Sp. Braga no segundo lugar da Liga, com 18 pontos, menos quatro que o líder Sporting e mais dois que o FC Porto.

"foi um antijogo constante"
“Foi um antijogo constante. A equipa do Marítimo, enquanto estava a ganhar, empatava o jogo. Quando estava a perder queria jogar. Nos últimos dez minutos até jogaram melhor que o Benfica. O Marítimo, quando quer jogar bem, joga bem”, disse ontem Jorge Jesus, técnico do Benfica, criticando o comportamento do conjunto madeirense quando estava na frente do marcador.

O técnico das águias abordou o lance do 1-0 e as falhas defensivas: “O golo foi um erro individual, mas faz parte do jogo. É verdade que não podemos cometer estes erros, mas a minha confiança no Jan [Vertonghen] e no Nico [Otamendi] é a mesma. Exceto o lance do golo, o Nico jogou bem, com muita qualidade.”

Sobre o desempenho de Everton, que marcou aos 51 minutos, Jesus afirmou: “Este ainda não é o Everton da seleção do Brasil e do Grêmio, mas vai ser. Ele ainda vai proporcionar muitas alegrias aos adeptos do Benfica.”

análise
+Reação à contestação 
O Benfica foi recebido na Madeira com gritos de contestação, mas deixa a ilha com com um triunfo moralizador na perseguição ao título. Notou-se a mudança de postura dos jogadores e até Gabriel correu mais do que é habitual.

-Otamendi de erro em erro
O central argentino acabou por oferecer um golo a Rodrigo Pinho. Teve a bola controlada junto à linha lateral e estragou a pintura com um passe curto para Odysseas, que nada podia fazer quando o insaciável Rodrigo Pinho lhe apareceu à frente.

Golo da vitória polémico
Arbitragem fraca de Manuel Mota. Mal ao deixar passar uma grande penalidade a favor do Benfica, com o resultado em 0-0. Mas o erro maior foi marcar a falta que dá origem ao golo de Everton ao contrário. O vídeo-árbitro não podia intervir.

Veríssimo decide-se
O conselho deliberativo do Santos tem uma reunião decisiva quinta-feira para o aval à venda de Lucas Veríssimo para o Benfica. Luís Filipe Vieira esteve no Brasil para ultimar o negócio, que deve ser feito por um valor a rondar os 7 milhões de euros.

everton e pizzi dão volta ao muro
o Odysseas – Tentou, sem sucesso, evitar o golo de Pinho. De resto, pouco trabalho.
o Gilberto – Até nem comprometeu na defesa, mas pouco acrescentou no apoio a Rafa. Sem convencer.
o Otamendi – Erro grave manchou, de novo, a prestação do argentino, que teve uma primeira parte ao nível de um futebolista amador.
o Vertonghen – Mais acertado do que o colega de equipa. Competente no jogo aéreo.
o Grimaldo – As críticas dos adeptos tiveram resultados. Bem a dar profundidade. Boas combinações com Everton. Assistência perfeita para Pizzi.
pizziO capitão indicou o caminho da reviravolta diante de um adversário que se fechou muito, após ficar em vantagem. Um golo e duas outras boas chances para marcar. Decisivo.
o Gabriel – Correu mais e isso valeu-lhe recuperar várias bolas. Ainda assim, continua a falhar em demasia no capítulo do passe.
o Rafa – Agitado e perigoso. Teve nos pés oportunidade de ouro que Leo Andrade cortou quase por acaso. Esforçado.
o Everton – Uma bola à barra e várias movimentações perigosas. Culminou a grande exibição com um golo decisivo.
o Waldschmidt – Participou no 2-1 e só. Em mau momento.
o Seferovic – Viu-se numa desmarcação e na assistência para o 2-1.
o Gonçalo Ramos – Agitou.
o Samaris – Consistente.
o Diogo Gonçalves –Cumpriu.
o Jardel – Para refrescar.
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