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BENFICA NÃO CONSEGUE COLOCAR OS DISPENSADOS

Devido à crise que assola o mercado futebolístico, o Benfica está a sentir muitas dificuldades em encontrar colocação para os jogadores dispensados por Camacho, reconheceu ontem o director da SAD, António Simões, ao Correio da Manhã. “Temos excesso de jogadores, mas infelizmente, devido à actual situação do mercado, está muito complicado encontrar colocação para alguns atletas“, disse o dirigente.
25 de Junho de 2003 às 00:14
Apesar de os ‘encarnados’ ainda não terem assumido publicamente quais os jogadores a dispensar, estão em causa futebolistas como João Manuel Pinto, Peixe, Andrade, Cabral, Ednilson, Carlitos ou Fernando Aguiar.
O problema urge ser resolvido sob pena de ser posto em causa o equilíbrio financeiro do futebol ‘encarnado’. É que, além das contratações já garantidas de Ricardo e Alex, há mais reforços para chegar e o clube precisa de libertar recursos financeiros para arcar com mais essas despesas em salários. Exemplificando, se os ‘encarnados’ conseguissem encontrar clubes interessados em Peixe e João Manuel Pinto, poupariam cerca de 50 mil euros (10 mil contos) em salários, valor que seria suficiente para pagar o ordenado do lateral Júnior, cuja contratação por empréstimo, ao Parma, está praticamente garantida – os ‘encarnados’ deverão apenas pagar 50 por cento do salário. O problema é que a crise torna tudo mais difícil e mesmo que haja clubes portugueses interessados em contar com alguns jogadores do Benfica a título de empréstimo, não estão contudo disponíveis para pagar salários que andam pela ordem dos 5 mil contos. O Benfica será por isso obrigado a tentar encontrar interessados no estrangeiro, ou então coloca os atletas em clubes portugueses mas, em princípio, terá de continuar a pagar parte dos ordenados.
António Simões, que ontem fez um périplo pelo Norte do País no sentido de negociar algumas das dispensas, só conseguiu colocar até ao momento quatro jogadores: Nuno Santos (V. Setúbal), Cristiano (Sp. Braga), Bruno Aguiar (Alverca) e Geraldo (Paços de Ferreira).
José Antonio Camacho exige trabalhar com um plantel curto, de 22/23 jogadores o que obriga a uma verdadeira razia, tendo que conta que o grupo tinha perto de 30 elementos, isto sem contar com os que estavam emprestados a outros clubes.
GEOCANNI MAIS LONGE
Se a contratação de Júnior está praticamente certa – o jogador afirmou ontem que “ficaria muito feliz” se ingressasse no Benfica e disse ter “o sonho de jogar a Liga dos Campeões” –, já a continuidade de Geovanni, cujo ‘passe’ pertence ao Barcelona, parece mais complicada. Rijkaard, novo treinador dos catalães, já decidiu que Geovanni é para dispensar, mas os responsáveis do Barça querem vender o ‘passe’ do jogador e só em último recurso admitem a possibilidade de voltar a emprestar o atleta.
Quanto à equipa técnica do Benfica, Daniel Gaspar será o treinador de guarda-redes, enquanto o preparador físico permanece em aberto.
MOREIRA PODE SER EMPRESTADO
José Moreira, guarda-redes que foi titular do Benfica na época passada ainda não tem lugar garantido no plantel ‘encarnado’ da próxima época, o mesmo acontecendo com o guardião argentino Carlos Bossio. Neste momento, a única certeza é que Ricardo será o número ‘1’, enquanto a situação de Moreira e Bossio ainda permanece em aberto. Por ser um jovem de talento, o Benfica não está interessado em ver Moreira parado e relegado à condição de suplente. A solução passaria por um empréstimo a um clube da SuperLiga para manter o jogador a um nível competitivo elevado.
Por outro lado, o CM sabe que Bossio ainda não renovou e um novo contrato dependerá sempre da continuidade ou não de Moreira no plantel ‘encarnado’. Se o jovem internacional Sub-21 não ficar, o argentino que chegou à Luz há três anos, passaria de terceiro guarda-redes a suplente de Ricardo.
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