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Correio da Manhã

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Bosingwa: Árbitro foi "encomendado"

Bastante irritado com o desfecho da segunda meia-final da Liga dos Campeões, que ontem ditou o afastamento do Chelsea diante do Barcelona, (1-1), o português José Bosingwa não tem meias palavras para dizer que o árbitro Tommy Henning foi 'encomendado' para prejudicar a sua equipa.
7 de Maio de 2009 às 11:34
Bosingwa inconformado com resultado da meia-final
Bosingwa inconformado com resultado da meia-final FOTO: Toby Melville/Reuters

'Não sei se é árbitro ou se é ladrão', dispara o lateral direito dos ‘blues', acrescentando que não tem palavras 'para descrever a pessoa que esteve em campo', no estádio de Stamford Bridge, em Londres.

O Chelsea colocou-se em vantagem logo aos nove minutos de jogo com um golo espectacular de Essien. O Barcelona mostrou-se uma equipa apática durante toda a primeira parte, não tendo realizado qualquer remate à baliza de Petr Cech. No segundo tempo, a equipa de Pepe Guardiola entrou ligeira melhor, mas muito longe da forma a que tem habituado os adeptos da equipa catalã. E foi já em tempos de descontos, que Iniesta estabeleceu a igualdade na partida e na eliminatória (0-0 na primeiro meia-final), colocando o Barcelona na final do dia 27 em Roma, onde vai encontrar o Manchester United.

Bosingwa admitiu que o ambiente no balneário dos ‘blues' é de 'grande tristeza', pelas 'grandes penalidades que não foram assinaladas'. Também o técnico Guus Hiddink se queixou do trabalho realizado por Tommy Henning, considerando que os ‘blues' foram 'roubados' e que 'se cometeu uma injustiça'.

Hiddink considerou que o árbitro norueguês foi protagonista 'de três ou quatro lances susceptíveis de pénaltis', que ficaram por assinalar, nomeadamente a jogada em que Malouda 'foi empurrado dentro da área' e foi marcada uma falta 'fora da área'.

'Nunca vi uma actuação pior do que esta a um árbitro em toda a minha careira', sublinhou o técnico, admitindo, mesmo assim, que o futebol permite este tipo de situações, já que 'todos cometem erros, treinadores, jogadores e árbitros'.

Hiddink rejeitou ainda a 'teoria da conspiração' por parte da UEFA, que, segundo a imprensa britânica, não queria repetir a final do ano passado com duas equipas inglesas.

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