Barra Cofina

Correio da Manhã

Desporto
9

Caminho aberto de novo à bomba

Com a equipa moralizada pela goleada (4-1) ao Marítimo, Villas-Boas sentiu dispor de margem para voltar à fórmula pré-Nacional, mantendo a estrutura-base mas mudando meia equipa. Duas das novidades no onze tinham especial significado: a segunda oportunidade dada a Kieszek na baliza e, principalmente, o regresso à titularidade de Mariano.
13 de Janeiro de 2011 às 00:30
FC PORTO, PINHALNOVENE, TAÇA DE PORTUGAL, HULK
FC PORTO, PINHALNOVENE, TAÇA DE PORTUGAL, HULK FOTO: José Coelho/Lusa

E pertenceram ao argentino os primeiros momentos de ‘frisson’, em especial num remate a rasar o poste, aos 15’. Por essa altura, o FC Porto, de novo com Hulk como referência do ataque, ensaiava combinações vistosas a dois/três toques, seguro de que, apesar da relativa falta de intensidade a meio--campo (pesou a ausência de Moutinho), seria uma questão de tempo até à organização do adversário abrir brechas.

A fase crítica do jogo, entre os 30 e os 40 minutos, valeu três oportunidades, todas negadas pelo atento Pedro Alves, e um penálti por assinalar, sobre James Rodríguez. Saindo ileso desse período, o Pinhalnovense começou a acreditar que esta podia ser a sua noite. Villas-Boas terá sentido o mesmo e atalhou caminho, trocando o apagado Micael por Guarín ao intervalo, e lançando Varela logo depois. Mas os sinais de intranquilidade tornaram-se indisfarçáveis com o passar do tempo. E quando (70’) Kieszek teve de voar para evitar um golaço de Miguel Soares, o estado de alerta ficou instalado no dragão.

Durou sete minutos: tal como tinha acontecido com o Marítimo, mas muito mais tarde, o dragão abriu caminho à bomba, com Hulk a assinar um remate indefensável, a 25 metros. A lógica impunha-se, e o 2º golo de Hulk (descontos) ajudou a disfarçar uma noite em que o sofrimento foi além da conta.

PINHALNOVENSE ELOGIADO

André Villas-Boas elogiou a prestação do Pinhalnovense no jogo dos quartos-de-final da Taça de Portugal: "Tivemos muitas dificuldades porque encontrámos um Pinhalnovense com grande organização e com muita qualidade." Para o treinador do FC Porto, as oportunidades desperdiçadas justificaram o nulo que durou até aos 72’. "Tivemos muitas hipóteses, mas temos de destacar a grande noite do guarda-redes do Pinhalnovense", salientou. Os regressos do médio Fernando e do avançado Mariano à equipa, depois de longas paragens por lesão, tornam a equipa – segundo Villas-Boas – "mais forte e com mais soluções".

Para Hulk, autor dos dois golos da noite, o dragão não soube aproveitar muitos lances para marcar.

Já Paulo Fonseca, técnico do Pinhalnovense, mostrou-se "orgulhoso" nos seus jogadores: "Sabíamos que a nossa responsabilidade era diminuta. Tentámos retardar ao máximo o golo do FC Porto."

FICHA DE JOGO

Taça de Portugal- ‘quartos’

Estádio do Dragão - Assistência: 15 512

FC PORTO: Kieszek, Sapunaru, Rolando, Maicon, Emídio Rafael, Fernando, Belluschi, R. Micael (Guarín 46’), M. González (Varela 54’), James (Walter 80’), Hulk.

Treinador: André Villas-Boas

PINHALNOVENSE: Pedro Alves, Diogo Figueiras, Dorival, Tomás, Pedro Caipiro, Semedo, Pedro Alves II, Mustafá, M. Soares (João Peixoto 84’), Quinaz (Pedro Dionísio 89), Miran.

Treinador: Paulo Fonseca

Golos: 1-0 Hulk (78’), 2-0 Hulk (90 1’)

Árbitro: Hugo Miguel (Lisboa) 4

Disciplina: amarelos: Miran (63’), Miguel Soares (73’), Pedro Alves II (76’) e Dorival (77’)

Classificação do jogo 6

FC PORTO PINHALNOVENE TAÇA DE PORTUGAL HULK
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)