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Correio da Manhã

Desporto
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Carlos Sainz tenta recorde de Lartigue

Ao longo das 13 etapas já disputadas no Lisboa-Dacar, Carlos Sainz venceu oito. Hoje disputa-se a ligação Kayes-Dacar e amanhã, uma etapa na região do lago Rosa, que marca o encerramento festivo da competição.
20 de Janeiro de 2007 às 00:00
Ao cabo de treze etapas do Lisboa-Dacar, o espanhol Carlos Sainz contabiliza triunfos em oito
Ao cabo de treze etapas do Lisboa-Dacar, o espanhol Carlos Sainz contabiliza triunfos em oito FOTO: AIFA
E se o espanhol vencer as duas tiradas restantes, iguala o recorde de triunfos em etapas de uma única edição da prova, pertencente a Pierre Lartigue (Citroën) desde 1994.
“Os recordes são uma curiosidade. As vitórias absolutas é que ficam na história”, referiu Carlos Sains, sem revelar grande interesse por estatísticas. Mas por mais indiferente que lhe seja um recorde deste tipo, vai continuar a correr atrás dele, até porque a Volkswagen deu indicações expressas a todos os seus pilotos para tentarem ganhar as etapas que restam até final da prova, conforme reconheceu o português Carlos Sousa, também ele piloto da marca alemã, que ontem conseguiu o quarto melhor tempo da etapa – atrás de Sainz, Peterhansel e Miller –, mantendo o sétimo lugar da geral.
TRAVAR A MITSUBISHI
O objectivo da Volkswagen passa por tentar fazer com que a Mitsubishi termine a prova sem ter conseguido ganhar uma única etapa. É uma forma de retirar brilho ao sucesso esperado da marca japonesa que herdou o comando, por Stefan Peterhansel, nos desertos da Mauritânia, quando De Villiers se atrasou com um princípio de incêndio e Carlos Sainz devido a uma falha no sistema electrónico do VW Race Touareg.
Por isso, até à chegada ao lago Rosa, prossegue o duelo entre a VW e a Mitsubishi, embora seja um despique onde apenas o prestígio está em jogo, uma vez que com Stephane Peterhansel e Luc Alphand nos dois primeiros lugares, apenas uma catástrofe poderá impedir a Mitsubishi de garantir a sua 12.ª vitória no Dacar, e a sétima consecutiva.
MARC COMA VÊ VITÓRIA FUGIR
Marc Coma, o líder da prova de motos desde a quarta etapa, sofreu um acidente ao km 57 do sector cronometrado, sendo obrigado a desistir. Logo no início, o espanhol perdeu-se e rodava a seis quilómetros da pista correcta. Quando voltou ao rumo certo, sofreu uma violenta queda que lhe provocou um traumatismo craniano. Foi necessária a intervenção do helicóptero da assistência, que o conduziu ao hospital de campanha. Assim, Cyril Despres herdou o comando da prova, numa etapa onde Esteve Pujol também sofreu um aparatoso acidente.
Hélder Rodrigues, tirou partido destes incidentes para chegar ao quinto lugar da geral. “É incrível o que aconteceu. Com mais de uma hora de vantagem, Coma não tinha necessidade de correr riscos, numa etapa muito traiçoeira. Eu limitei-me a controlar a corrida”, acrescentou o português, líder da classe reservada às motos de 450 cc.
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