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Correio da Manhã

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Caso Mateus acelera nomeação

O presidente da assembleia geral da Liga, Adriano Afonso, vai nomear um terceiro jurista para a Comissão Disciplinar da Liga, restituindo desta forma o quórum ao órgão que julgará o polémico caso Mateus, determinando se será o Beleneneses ou o Gil Vicente a disputar a Liga.
25 de Julho de 2006 às 00:00
Adriano Afonso tenta acelerar decisão do caso Mateus
Adriano Afonso tenta acelerar decisão do caso Mateus FOTO: Vasco Célio, Record
A Comissão Disciplinar da Liga perdeu o quórum com a demissão do presidente Gomes da Silva, o que veio atrasar ainda mais a resolução do que tem marcado o defeso. “Vou fazer funcionar o artigo 21.º dos Estatutos que estipula que em caso de impossibilidade do presidente avança quem está a seguir”, revelou Adriano Afonso, esclarecendo que neste caso será Pedro Mourão o presidente interino. Frederico Cebola e o novo membro a ser designado constituirão a nova CD da Liga, o que deverá permitir uma decisão vantajosa ao Belenenses. É que tanto Mourão como Cebola sempre votaram a favor da despromoção do Gil. “Assim que for notificado da decisão de Adriano Afonso assumirei de imediato a presidência da CD e convocarei uma reunião. Tanto eu como o Frederico Cebola sempre demonstrámos disponibilidade para encontrar soluções, ao contrário de outros”, revelou Pedro Mourão.
Aliás, a decisão de Adriano Afonso é aplaudida por Cabral Ferreira, presidente do Belenenses: “É bom ver que alguns órgãos da Liga actuam rapidamente. O juiz Adriano Afonso tem o poder de fazer essa nomeação e fico satisfeito por ver que a CD da Liga volta a ter quórum.”
O líder dos ‘azuis’ do Restelo vai mesmo mais longe revelando que o clube vai responsabilizar as pessoas que têm feito “obstrução à Justiça”. “Estamos a preparar uma exposição ao Conselho Superior da Magistratura e depois vamos aguardar serenamente por todas as decisões, até porque o tempo está a esgotar-se”, concluiu.
A POLÉMICA DO DEFESO...
O Gil Vicente é acusado de recorrer aos tribunais civis, contra os regulamentos da LPFP, para inscrever o angolano Mateus. Uma primeira decisão da CD foi favorável ao Gil em contornos pouco claros, que provocaram as demissões de Pedro Mourão e Frederico Cebola.
Na altura, o caso foi decidido por um voto de qualidade (não existente no regulamento) do presidente, após empate 2-2, e sérias clivagens no seio da CD da LPFP, nomeadamente devido a ligações familiares do terceiro vogal, Domingos Lopes, com um dirigente do Gil e à suposta mudança de opinião de Gomes da Silva, que entretanto se demitiu...
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